Uma manifestação de trabalhadores da Urbam, acompanhada de representantes do SEAAC, sindicato da categoria, resultou em confusão na manhã desta quinta-feira (23). A GCM (Guarda Civil Municipal) é acusada pela diretoria sindical de agressão e afirma que agiu utilizando espargidor de pimenta após tentativas de diálogo sem sucesso.
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Segundo Marcelo Ribeiro, diretor do sindicato, a intenção do grupo era entrar na empresa para cobrar uma contraproposta prometida para hoje, mas os manifestantes foram barrados pela GCM. Ele ainda afirma que outro integrante da diretoria, Ênio Lisboa, foi arrastado por um agente para um canto do prédio e agredido, o que resultou em ferimentos no rosto e no cotovelo.
A Secretaria de Proteção ao Cidadão afirmou que a GCM foi acionada para acompanhar a manifestação sindical e precisou intervir após tentativa frustrada de diálogo com os envolvidos que estavam impedindo a entrada de funcionários não grevistas.
Confira a nota na íntegra:
"Na manhã desta quinta-feira (23), a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada para acompanhar a manifestação sindical e garantir o direito dos funcionários que não aderiram ao movimento de acessar a sede da Urbanizadora Municipal (URBAM), na Vila Industrial. Diante do impedimento de ingresso dos funcionários à empresa, a GCM precisou intervir primeiramente por meio do diálogo. Contudo, em uma nova tentativa de impedir a entrada de funcionários, a GCM utilizou o espargidor de pimenta (que é o recurso de menor potencial ofensivo) para desobstruir o local, preservar a integridade dos funcionários e conter os manifestantes que insistiam em impedir o acesso à empresa. Logo após o ocorrido, a ordem foi restabelecida no local, bem como o direito de acesso das pessoas."
Também por meio de nota enviada a OVALE, a Urbam repudiou o ocorrido, classificando o incidente como desnecessário e abusivo.
Confira a nota na íntegra:
"A Urbam lamenta o ocorrido e repudia a postura agressiva adotada pelo sindicato durante a manifestação promovida em frente à sede da empresa nesta quinta-feira (23). A empresa reforça que permanece empenhada na busca por um acordo, tendo recebido representantes da entidade sindical em oportunidades anteriores para tentativas de conciliação. Diante disso, o tumulto provocado foi totalmente desnecessário e abusivo. Manifestantes obstruíram a passagem de forma agressiva, descumprindo a Lei de Greve (Lei nº 7.783/1989), que proíbe o bloqueio de acesso ao trabalho, o constrangimento físico e o impedimento à livre circulação de trabalhadores. A Urbam respeita o direito de manifestação, mas não tolera atos de intimidação, violência ou bloqueio ao trabalho."