O Vale do Paraíba registrou redução de 31% no total da área queimada em 2025, com 8.154 hectares contra 11.870 em 2024, de acordo com a nova edição do Relatório Anual do Fogo, do MapBiomas.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
Na série histórica do relatório, desde 1985, a área consumida no Vale do Paraíba em 2024 foi a maior desde 2003. Naquele ano, a região teve 14 mil hectares queimados. A maior área queimada na série histórica foi em 1999, com 14.465 hectares queimados na região.
Um hectare equivale a 10 mil metros quadrados, sendo comparado a aproximadamente um campo de futebol oficial inteiro.
De acordo com o MapBiomas, das 39 cidades da RMVale, 22 tiveram redução na área queimada no ano passado comparado ao registro de 2024. Já em 17 municípios o total queimado aumento entre os dois períodos.
As cidades que tiveram as maiores reduções percentuais foram Santo Antônio do Pinhal (-96,55%), Monteiro Lobato (-89,01%) e Campos do Jordão (-86,84). No lado oposto, registraram os maiores aumentos os municípios de Arapeí (620%), Ubatuba (460%) e Potim (342,86%).
No ranking das cidades da região com mais áreas queimadas em 2025, aparecem as cidades de Pindamonhangaba (930 hectares), Areias (833), Taubaté (722), Silveiras (583), Cunha (532), Tremembé (505), São José dos Campos (494), Guaratinguetá (368), Jacareí (367) e Caçapava (313) – veja abaixo a variação desses municípios na comparação com 2024.
O Brasil queimou 12,7 milhões de hectares em 2025, quase metade da área registrada em 2024 e 31% abaixo da média histórica, que é de 18,4 milhões de hectares ao ano.
A queda interrompe uma sequência de anos de expansão do fogo e devolve o país a um patamar historicamente mais baixo de área queimada.
O relatório do MapBiomas informou que a Amazônia teve a menor área queimada da série histórica (3,1 milhões de hectares), exatamente um ano depois de registrar a maior área queimada já medida, em 2024.
Nos últimos 41 anos, quase metade de toda a área queimada do país está em três estados (Mato Grosso, Pará e Maranhão) e 11% está concentrada em 15 municípios.
O documento aponta que 64% de tudo o que já queimou no Brasil, desde 1985, pegou fogo mais de uma vez, e a maioria dessas áreas volta a queimar em até quatro anos, com destaque para a Amazônia, onde o retorno é ainda mais rápido.
Já 71,5% das áreas queimadas do país ocorreram em vegetação nativa, mas na Amazônia e na Mata Atlântica o fogo predomina em áreas antrópicas (como pastagens).
Em biomas como Mata Atlântica, Pampa e Pantanal, metade ou mais da área queimada tem severidade alta ou muito alta, ou seja, o impacto sobre a vegetação nesses locais tende a ser mais intenso do que na média do país.
Os dados completos, incluindo o detalhamento por bioma, estado e município, estão disponíveis gratuitamente na plataforma do MapBiomas (acesse aqui).