Um empresário foi preso em flagrante por suspeita de violência doméstica após ser acusado de ameaça, perseguição (stalking), violência psicológica, dano, posse irregular de arma de fogo e ameaça de divulgar imagens íntimas da ex-companheira. A vítima afirmou à Polícia Militar que temia ser morta pelo investigado, que não aceitava o fim do relacionamento.
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A ocorrência foi registrada na tarde de segunda-feira (20), em Nova Mutum (MT). Policiais do 26º Batalhão da Polícia Militar foram acionados pelo Copom (Centro de Operações Policiais Militares) após a mulher relatar que vinha sendo perseguida e ameaçada pelo ex-companheiro.
Ao chegarem ao endereço informado, na Avenida dos Canários, no bairro Bela Vista, os militares encontraram o suspeito bastante alterado e com comportamento agressivo. Apesar da abordagem, nenhum material ilícito foi localizado com ele naquele momento.
Em depoimento, a vítima contou que manteve um relacionamento extraconjugal com o empresário por aproximadamente três anos. Segundo ela, o vínculo foi marcado por constantes términos e reconciliações, motivados por ameaças e promessas de mudança feitas pelo homem para impedir o rompimento definitivo.
A mulher informou que encerrou a relação no último dia 18 de julho. Desde então, passou a receber diversas ligações e mensagens insistindo para retomar o contato. Ela também afirmou que era monitorada constantemente, sofria perseguições, tinha suas conversas fiscalizadas e era alvo frequente de ameaças de morte.
Ainda conforme o relato, o suspeito apagava mensagens e áudios enviados após fazer as ameaças, numa tentativa de eliminar provas. A vítima também declarou que teve um celular destruído pelo investigado para impedir sua comunicação com outras pessoas.
Outro ponto citado no boletim de ocorrência é que o empresário ameaçava divulgar fotografias íntimas da mulher caso ela encerrasse o relacionamento ou revelasse o caso à esposa dele. Além disso, segundo a vítima, o homem afirmou que ela levaria "vários tiros no rosto" caso procurasse a polícia ou provocasse problemas em sua família.
Diante da gravidade das denúncias, os policiais prenderam o suspeito em flagrante e seguiram até o estabelecimento comercial dele, onde havia a suspeita de que uma arma de fogo estivesse escondida.
Com autorização da responsável pelo imóvel, a equipe realizou buscas no escritório da empresa e encontrou um revólver calibre .38 carregado com cinco munições intactas, conforme as características informadas pela vítima.
O empresário, a arma e as munições foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Nova Mutum, onde o caso foi registrado e serão adotadas as medidas legais cabíveis.
Segundo a Polícia Militar, durante a ocorrência o suspeito ainda declarou que, caso fosse colocado em liberdade, compraria outra arma de fogo. A vítima manifestou interesse em solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, alegando temer que as ameaças sejam cumpridas.