21 de julho de 2026
SOMBRIO

Professora que escondeu corpo do marido no freezer pega 20 anos

Por Da Redação | Lacerdópolis (SC)
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Professora que escondeu corpo do marido no freezer pega 20 anos

Uma professora foi condenada a 20 anos e 24 dias de prisão, em regime fechado, pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri após a mulher confessar ter matado o marido, escondido o corpo em um freezer e simulado o desaparecimento da vítima.

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O crime aconteceu em novembro de 2022, na cidade de Lacerdópolis, no Meio-Oeste de Santa Catarina. De acordo com o processo, Cláudia Fernanda Tavares Hoeckler procurou a polícia para comunicar o suposto desaparecimento do marido, Valdemir Hoeckler, de 52 anos, e participou das buscas ao lado de familiares, amigos e voluntários.

As investigações mudaram de rumo após um vizinho desconfiar do fato de um freezer da residência, que costumava permanecer vazio, aparecer completamente abastecido com alimentos congelados, sem que houvesse registro de compras recentes. Com autorização para entrar no imóvel, policiais retiraram os produtos e encontraram o corpo da vítima no interior do equipamento, enrolado em um pano.

Durante o interrogatório, a professora confessou o crime. Segundo o depoimento, ela substituiu um medicamento natural utilizado pelo marido por comprimidos de zolpidem. Após a vítima adormecer, amarrou seus braços e pernas e a matou por asfixia com uma sacola plástica. Em seguida, colocou o corpo no freezer e o cobriu com alimentos e garrafas para dificultar sua localização.

A defesa alegou que a ré teria sofrido, durante anos, violência física, psicológica e sexual praticada pelo marido. A acusação reconheceu a existência de um boletim de ocorrência anterior, mas sustentou que o homicídio foi planejado e não se enquadrava como legítima defesa. O Ministério Público também apontou que, após o crime, a professora enviou mensagens utilizando o celular da vítima para criar a falsa impressão de que ela ainda estava viva.

Após dois dias de julgamento, realizados em agosto de 2025, o Tribunal do Júri condenou Cláudia Fernanda Tavares Hoeckler pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. A decisão determinou o cumprimento imediato da pena em regime fechado.