Um cinegrafista que trabalhava na cobertura da Jacareí Expo registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil após denunciar ter sido agredido com um aparelho de choque durante o evento realizado em Jacareí. O caso foi registrado como lesão corporal, injúria e dano e será investigado pela Polícia Civil.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
De acordo com o boletim de ocorrência, registrado no sábado (18), o jornalista e cinegrafista Roald Amundsen informou que estava na feira realizando a cobertura audiovisual e também da organização do evento, na quinta-feira (16), quando passou a enfrentar desentendimentos pelo responsável pela montagem das estruturas.
Segundo o relato da vítima, os conflitos começaram após um pedido para ampliar o espaço destinado à equipe de transmissão. Conforme o boletim, o trabalhador teria reagido com ofensas e palavras de baixo calão.
Ainda de acordo com o registro policial, no dia seguinte o suspeito teria lançado uma grade em direção ao cinegrafista enquanto eram feitas alterações na estrutura do evento. A situação teria sido presenciada por outros profissionais que trabalhavam no local.
O episódio mais grave, segundo a vítima, ocorreu posteriormente, quando ela realizava imagens nas proximidades da arena de rodeio. O boletim informa que o investigado teria se aproximado portando um aparelho de choque e atingido a perna do cinegrafista.
Após receber a descarga elétrica, o profissional afirmou que perdeu o equilíbrio e caiu de uma estrutura com aproximadamente dois a três metros de altura. Com a queda, a câmera profissional Sony utilizada na cobertura e um transmissor de vídeo acoplado ao equipamento sofreram danos.
O cinegrafista relatou ainda que, ao tentar questionar o homem sobre a agressão, voltou a ser ameaçado com o aparelho de choque e ofendido verbalmente. Em seguida, ele acionou a Polícia Militar.
Conforme o boletim, o investigado alegou no local que teria confundido o cinegrafista com um invasor e pediu desculpas. A vítima, no entanto, afirmou que utilizava uma câmera profissional de grande porte e portava identificação visível, sustentando que poderia ter sido abordada antes de qualquer ação.
O boletim também registra que o cinegrafista admitiu ter respondido verbalmente às ofensas recebidas nos desentendimentos anteriores. Ele indicou dois colegas de profissão como testemunhas das discussões e do episódio envolvendo a grade. Já em relação ao choque elétrico, informou que não houve testemunha direta, embora uma segurança tenha ouvido o barulho produzido pelo equipamento.
A Polícia Civil registrou a ocorrência pelos crimes de lesão corporal, injúria e dano. O caso foi encaminhado ao distrito policial responsável pela área, que dará continuidade às investigações. A vítima foi orientada sobre os prazos legais para formalizar representação criminal em relação aos crimes de lesão corporal e dano, além das medidas cabíveis quanto ao crime de injúria.
Errata: Diferentemente do publicado originalmente, o cinegrafista não tem vínculo com a TV Vanguarda. A matéria foi corrigida e atualizada.