"Quando é que a dor passa? Quando vou deixar realmente isso para trás? Quando a dor cessa?".
O desabafo publicado nas redes sociais por uma jovem vítima de estupro em Taubaté expôs as marcas profundas deixadas pela violência. Mãe de uma menina pequena, ela relatou o trauma vivido após afirmar ter sido atacada por um motociclista de aplicativo e descreveu o medo constante de voltar à rotina.
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O motociclista foi preso pela Polícia Militar em Taubaté, na madrugada de sábado (18), suspeito de estuprar a passageira durante uma corrida de moto. O crime aconteceu no bairro Cecap e o suspeito foi localizado poucas horas depois no bairro Araretama, em Pindamonhangaba.
Em uma sequência de publicações, a vítima contou que enfrenta dificuldades para dormir, se alimentar e até sair de casa. Segundo ela, desde o crime está sob acompanhamento médico, faz uso de medicamentos preventivos e convive com o impacto emocional causado pela violência.
"Como continua a vida sem medo de uma coisa que pode acontecer outra vez? Como cura essa dor?", escreveu.
A mulher revelou que, após solicitar uma corrida por aplicativo, o motociclista mudou o trajeto previsto e a levou até uma área de mata. No local, segundo seu relato, teve as roupas rasgadas e foi obrigada a manter relação sexual sob ameaça.
Depois da agressão, ela foi socorrida e encaminhada ao HMUT (Hospital Municipal Universitário de Taubaté), onde recebeu atendimento médico e iniciou o protocolo de acompanhamento, incluindo o uso de medicamentos preventivos.
Apesar do sofrimento, a vítima fez um apelo para que outras mulheres denunciem casos de violência sexual. "Saí com trauma, mas tô com vida. Não importa o que aconteça, denunciem."
O caso mobilizou equipes da Polícia Militar na madrugada de sábado (18). De acordo com a corporação, policiais da 1ª Companhia do 5º BPM/I (Batalhão de Polícia Militar do Interior) foram acionados pelo Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) para atender à ocorrência.
Com as informações fornecidas pela vítima, incluindo os dados do veículo e do condutor registrados no aplicativo, os policiais iniciaram buscas imediatas.
O suspeito foi localizado e preso no bairro Araretama, em Pindamonhangaba. Ele foi conduzido ao plantão policial, onde a ocorrência foi registrada. O homem permaneceu preso e está à disposição da Justiça.
Segundo a Polícia Militar, a rápida identificação do investigado foi possível graças às informações fornecidas pela vítima logo após o crime.
Após a prisão do suspeito, a mulher voltou às redes sociais para agradecer o apoio recebido desde que tornou o caso público. Ela comemorou a prisão do investigado e reforçou a importância de denunciar crimes contra a mulher.
"Preso! E a última palavra quem determinou foi realmente Deus. Obrigada por cada mensagem de apoio, por cada compartilhamento. Isso jamais poderia ficar impune. Justiça está sendo feita."
Mesmo afirmando que a prisão representa um passo importante, a vítima reconhece que as consequências da violência permanecem. "Nada vai apagar o que foi feito. Mas eu vou até o fim para ser a última de um ato tão nojento."
O caso segue sob investigação, enquanto a mulher continua recebendo atendimento médico e psicológico.