A Polícia Civil confirmou, na manhã deste sábado (18), que o corpo encontrado em uma área de mata de Angra dos Reis, no sul do Rio de Janeiro, é da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, desaparecida desde o fim de junho em Ubatuba, no Litoral Norte.
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A confirmação foi feita pelo delegado André Luiz Matera Costilhas, responsável pelo caso. Segundo ele, a identificação ocorreu ainda na noite de sexta-feira (17), quando o filho da vítima reconheceu o corpo. O cadáver permanece no IML (Instituto Médico Legal), onde será submetido a exames periciais que devem auxiliar na determinação da causa da morte.
O corpo foi localizado por volta das 14h30 de sexta-feira em uma região de mata fechada, em um penhasco de difícil acesso, preso a uma árvore nas proximidades da Serra d'Água, às margens da rodovia RJ-155, em trecho conhecido como Estrada de Lídice, em Angra dos Reis.
A localização foi feita por equipes do GPR (Grupo de Pronta Resposta), do 3º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), que prestavam apoio à DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de São Sebastião.
O resgate mobilizou bombeiros e policiais dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro e foi considerado uma das etapas mais complexas da investigação devido às condições do terreno.
Com a confirmação da identidade da vítima, a Polícia Civil passa a concentrar esforços para esclarecer como o crime aconteceu, qual foi a causa da morte e qual a participação de cada um dos investigados.
A principal suspeita é a empresária Eliane Alves dos Santos, de 46 anos, ex-patroa de Berenice, presa temporariamente desde o dia 10 de julho durante a Operação Último Rastro.
As investigações apontam uma série de indícios reunidos ao longo das últimas semanas, incluindo contradições em depoimentos, apreensão de armas de fogo e materiais considerados relevantes para o inquérito.
Nos últimos dias, a investigação ganhou novos desdobramentos. O celular da empresária foi encontrado em um terreno baldio próximo à residência dela. De acordo com a Polícia Civil, o aparelho havia sido restaurado para as configurações de fábrica e será submetido à perícia para recuperação de dados que possam contribuir para o esclarecimento do caso.
Outra prova considerada importante surgiu após exames com luminol em uma caminhonete utilizada pela suspeita. Os peritos identificaram vestígios de sangue, que agora passarão por exame de DNA para confirmar a origem do material biológico.
Além disso, foram encontrados indícios compatíveis com disparo de arma de fogo no interior do veículo, informação que também será analisada pelos peritos durante a investigação.
A Polícia Civil ainda procura uma testemunha considerada fundamental para o inquérito. Segundo os investigadores, essa pessoa teria presenciado uma suposta agressão contra Berenice antes do desaparecimento. A suspeita é de que a cozinheira tenha sido acusada, sem comprovação, de furtar mercadorias do estabelecimento onde trabalhava.
Mesmo com a confirmação da identidade da vítima, o trabalho da polícia continua. Os investigadores aguardam os resultados dos exames periciais realizados no Rio de Janeiro para esclarecer as circunstâncias da morte e reunir elementos que permitam a conclusão do inquérito.
O caso segue como uma das principais investigações conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ubatuba e deve ter novos desdobramentos nos próximos dias.