Uma das maiores áreas verdes urbanas de Guaratinguetá acaba de conquistar reconhecimento internacional. A reserva Mata Viva, mantida pela Basf e que preserva cerca de 170 hectares de Mata Atlântica restaurada, recebeu a certificação WHC (Wildlife Habitat Council), concedida pela organização norte-americana Tandem Global. O selo reconhece iniciativas que promovem a conservação da natureza com resultados comprovados e benefícios para as comunidades do entorno.
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A área está localizada no Complexo Químico da Basf, mas o destaque da certificação é o impacto ambiental positivo proporcionado pela floresta, considerada atualmente a maior área verde urbana do município. Entre os benefícios estão a preservação da biodiversidade, a proteção dos recursos hídricos, a captura de carbono, a redução de processos erosivos e a melhoria da qualidade ambiental para a população.
O reconhecimento foi anunciado durante a Conferência Tandem Global 2026, realizada em junho, na cidade de Austin, no Texas, nos Estados Unidos. Para obter a certificação, a reserva passou por uma rigorosa avaliação técnica, que analisou o histórico da recuperação da área, o manejo de espécies nativas e invasoras, levantamentos da flora, pesquisas científicas e estudos sobre os serviços ecossistêmicos prestados pela floresta.
Segundo a Basf, a recuperação da área começou em 1984, inicialmente com ações de restauração da mata ciliar às margens do Rio Paraíba do Sul. Ao longo de mais de quatro décadas, o projeto foi ampliado e hoje reúne mais de 380 mil mudas plantadas, formando um importante corredor de vegetação em meio à área urbana de Guaratinguetá.
Segundo a consultora de Meio Ambiente da Basf, Mariana Sigrist, a certificação confirma a qualidade técnica e científica do trabalho desenvolvido na reserva. Ela destaca que a floresta contribui para que Guaratinguetá mantenha um índice de área verde por habitante acima das recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Além da preservação da vegetação, estudos apresentados durante o processo de certificação apontam que a reserva desempenha papel relevante na regulação climática, na retenção de carbono, na conservação do solo e na proteção das águas da região, benefícios que alcançam diretamente a população do município.
Imagens mostram evolução da recuperação e preservação da área verde / Divulgação
A certificação, válida até 2027, também levou em consideração ações de educação ambiental e participação comunitária, como programas de plantio de mudas nativas com voluntários, fortalecendo a conscientização sobre a importância da conservação da Mata Atlântica.
Embora a reserva esteja localizada dentro da unidade industrial da Basf em Guaratinguetá, o reconhecimento internacional valoriza principalmente a relevância ambiental da área preservada e sua contribuição para a qualidade de vida da cidade.
A empresa mantém o programa Mata Viva em outras unidades do estado de São Paulo, incluindo Jacareí, onde outra área de conservação também recebeu a certificação WHC em 2025.
A certificação reforça a importância de iniciativas de recuperação e preservação ambiental em áreas urbanas, demonstrando que espaços verdes bem manejados podem gerar ganhos permanentes para a biodiversidade e para toda a coletividade.