16 de julho de 2026
INVESTIGAÇÃO

Luminol revela vestígio de sangue em caminhonete do caso Berenice

Por Leandro Vaz | Ubatuba
| Tempo de leitura: 3 min
Da redação
Reprodução
Berenice Ramos de Aguiar Faria

A investigação sobre o desaparecimento da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, teve um novo avanço após a perícia realizada na caminhonete de Eliane Alves dos Santos, presa temporariamente e apontada como principal suspeita do caso.

Segundo a Polícia Civil, o teste de luminol identificou vestígios de sangue no veículo, além de duas marcas compatíveis com disparos de arma de fogo. O material recolhido será submetido a exame de DNA para verificar se o sangue encontrado pertence à cozinheira desaparecida.

Outro elemento considerado importante pelos investigadores foi a localização do celular da suspeita. O aparelho foi encontrado em um terreno baldio ao lado da residência de Eliane. Conforme a polícia, o telefone teria sido descartado no momento da prisão e estava completamente resetado, com todos os dados apagados. A perícia agora tenta recuperar informações que possam auxiliar no esclarecimento do caso.

Testemunha pode ser peça-chave

Paralelamente às perícias, a Polícia Civil intensificou as buscas por uma testemunha considerada fundamental para o andamento das investigações.

Os investigadores acreditam que essa pessoa pode esclarecer uma suposta agressão sofrida por Berenice pouco antes de seu desaparecimento. Segundo informações reunidas durante o inquérito, a testemunha teria presenciado a violência contra a cozinheira, mas ainda não foi localizada oficialmente para prestar depoimento.

De acordo com a linha de investigação, Berenice teria sido acusada, sem apresentação de provas, de retirar mercadorias do estabelecimento onde trabalhava. A partir dessa suspeita, ela teria sido agredida por Eliane Alves dos Santos.

Ainda conforme a denúncia investigada, a testemunha teria tentado interromper as agressões, mas desistiu diante da intensidade da violência. Essas informações, no entanto, ainda dependem de confirmação por meio de depoimentos e de provas periciais.

Linha investigativa

Segundo a apuração da Polícia Civil, após as agressões, Berenice teria ficado desacordada e em estado grave. Na sequência, Eliane teria determinado que um homem conhecido pelo apelido de “Ney”, apontado como seu sobrinho, levasse a cozinheira em uma caminhonete com a justificativa de encaminhá-la a um hospital.

A investigação aponta ainda que, durante o trajeto, o veículo teria sido interceptado por dois homens ainda não identificados. Berenice teria sido transferida para um carro vermelho, enquanto a caminhonete retornaria ao estabelecimento para tentar aparentar que nada havia acontecido.

Toda essa narrativa faz parte das hipóteses investigadas pela Polícia Civil e será confrontada com os resultados dos exames periciais, depoimentos e demais provas reunidas no inquérito.

Prisão e apreensões

Na última semana, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão temporária contra Eliane Alves dos Santos.

Conforme registrado no boletim de ocorrência da operação, os policiais relataram que, ao chegarem à residência da investigada, perceberam que um celular supostamente utilizado por ela teria sido arremessado pela janela em direção a um terreno vizinho. Na ocasião, o aparelho não foi localizado durante as buscas.

Durante a operação, também foram apreendidas três armas de fogo, dois celulares, o passaporte da investigada e dois veículos, que passaram a integrar o conjunto de provas analisadas pela equipe responsável pelo caso.

Até o momento, Berenice Ramos de Aguiar Faria segue desaparecida, e as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do caso e localizar a cozinheira.