Fotos e vídeos apreendidos pela Polícia Civil apontam possíveis ligações entre uma das investigadas da Operação Fariseus e integrantes do CV (Comando Vermelho). Entre os arquivos analisados estão registros da suspeita ao lado de membros da facção criminosa em comunidades e segurando uma arma de fogo com acabamento dourado.
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O material foi recolhido durante a Operação Fariseus, deflagrada nesta quinta-feira (16), pela Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado.
De acordo com as investigações, os arquivos estavam armazenados em aparelhos eletrônicos apreendidos durante a operação e reforçam a suspeita de que Rhavenna Almeida mantinha vínculos com o Comando Vermelho além da atuação religiosa apresentada pelos investigados.
Segundo a Polícia Civil, Rhavenna é apontada como companheira de Jonas Souza Gonçalvez Júnior, conhecido pelo apelido de "Batman", considerado foragido da Justiça desde 2024. Os investigadores afirmam que ela utilizava o projeto Equipe Evangelismo Resgatando Vidas, ligado à igreja onde os pais atuam como pastores, para manter contato com integrantes da facção, incluindo presos e foragidos.
A investigação também apura se a suspeita exercia funções de apoio à comunicação e à logística da organização criminosa.
Ainda conforme a polícia, Rhavenna realizava viagens frequentes ao Rio de Janeiro, onde permanecia em comunidades controladas pelo Comando Vermelho. Em uma dessas viagens, ela teria visitado o imóvel utilizado por "Batman".
Outro elemento considerado relevante pela investigação são registros de videochamadas entre a investigada e integrantes da facção. Em um dos vídeos analisados, um apontado como conselheiro do Comando Vermelho participa da conversa enquanto outro membro do grupo aparece efetuando disparos de fuzil em uma comunidade.
A Operação Fariseus investiga uma família suspeita de utilizar um projeto religioso como fachada para prestar apoio ao Comando Vermelho. As apurações continuam para identificar a participação de cada investigado e reunir novas provas sobre o caso.