15 de julho de 2026
TRAGÉDIA

Grávida morre no parto, mas corpo só é recolhido após 42 horas

Por Da Redação | Distrito Federal
| Tempo de leitura: 3 min
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Maria Aparecida Galdino dos Santos, de 25 anos

A família de Maria Aparecida Galdino dos Santos, de 25 anos, denunciou demora na remoção do corpo da jovem após a morte ocorrida logo depois do parto. Segundo os familiares, mais de 42 horas se passaram entre o óbito e o recolhimento para exames periciais, o que motivou questionamentos sobre os procedimentos adotados pelas autoridades.

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O caso aconteceu no Hospital Regional de Samambaia, no Distrito Federal. De acordo com a família, Maria morreu na noite de segunda-feira (13), após dar à luz a filha. O corpo permaneceu na unidade hospitalar até a tarde de quarta-feira (15), quando foi expedida a Guia de Remoção Cadavérica, documento necessário para o encaminhamento ao IML (Instituto de Medicina Legal).

O advogado da família, Flavio Domingos, afirmou que a demora ocorreu porque a delegacia responsável pelo registro da ocorrência ainda não havia solicitado oficialmente a remoção do corpo ao IML.

Segundo o advogado, o próprio Instituto de Medicina Legal entrou em contato para informar que aguardava o encaminhamento da requisição pela 32ª Delegacia de Polícia. Ele disse não saber se houve falha ou desencontro de informações durante o procedimento.

Posteriormente, ao procurar a 26ª Delegacia de Polícia, o advogado foi informado de que o corpo seria removido ainda na quarta-feira para a realização da necropsia, considerada fundamental para esclarecer a causa da morte e auxiliar nas investigações.

Em nota, a Polícia Civil do Distrito Federal informou que o corpo foi recolhido no hospital e que serão realizados os exames periciais previstos. A corporação explicou que o IML atua apenas mediante requisição das autoridades policiais ou judiciais, sendo necessária a emissão da Guia de Remoção Cadavérica para autorizar o procedimento.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que, nos casos em que há solicitação de necropsia, o encaminhamento do corpo segue um fluxo estabelecido entre familiares, autoridade policial e Polícia Civil. Enquanto isso, segundo a pasta, o corpo permanece armazenado em câmara refrigerada, conforme os protocolos adotados.

Maria Aparecida havia sido internada no hospital no domingo para o parto. Conforme relato da família, ela solicitou a realização de uma cesariana, mas o parto ocorreu de forma normal na tarde de segunda-feira. Após o nascimento da filha, a paciente apresentou uma hemorragia.

O marido da jovem afirmou que a equipe médica identificou posteriormente a permanência de parte da placenta no útero. Segundo ele, foram realizados procedimentos para retirar o material e conter o sangramento, incluindo a retirada do útero, mas Maria não resistiu.

A Secretaria de Saúde informou que a paciente sofreu um quadro de atonia uterina, condição em que o útero não se contrai adequadamente após o parto, provocando hemorragia grave. Apesar das tentativas de controle do sangramento, a mulher morreu.

A pasta também informou que determinou a apuração das circunstâncias envolvendo a morte de Maria Aparecida e de outra gestante que morreu na mesma unidade hospitalar dias antes. Segundo a secretaria, caso sejam identificadas falhas na assistência, os responsáveis poderão responder administrativa, disciplinar e legalmente.