15 de julho de 2026
CASO BERENICE

Polícia busca testemunha que pode ter visto agressão a cozinheira

Por Da redação | Ubatuba
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Berenice Ramos (à esquerda) e a prisão tremporária da empresária

A Polícia Civil intensificou as buscas por uma testemunha considerada essencial para o avanço das investigações sobre o desaparecimento da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos.

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Os investigadores acreditam que essa pessoa pode esclarecer uma suposta agressão sofrida pela vítima pouco antes de desaparecer, ajudando a reconstruir os últimos momentos antes de o caso ganhar repercussão. A informação é do site Meio News.

Segundo informações apuradas durante a investigação, a testemunha teria presenciado as agressões contra Berenice e ainda não foi localizada oficialmente para prestar depoimento. A expectativa da polícia é que seu relato seja determinante para confirmar ou descartar a versão apresentada por pessoas ligadas ao caso.

De acordo com a denúncia que está sendo investigada, Berenice teria sido acusada, sem a apresentação de provas, de retirar mercadorias do estabelecimento onde trabalhava. A partir dessa suspeita, ela teria sido agredida pela patroa Eliane Alves dos Santos, apontada como principal investigada no desaparecimento.

Ainda conforme esse relato, a testemunha teria presenciado toda a cena e chegou a tentar interromper as agressões, mas recuou diante da intensidade da violência. Essas informações, entretanto, ainda são tratadas como parte da investigação e aguardam confirmação por meio de depoimentos e provas técnicas.

A mesma denúncia indica que, após as agressões, Berenice teria ficado desacordada e em estado grave. Na sequência, Eliane teria determinado que um homem conhecido pelo apelido de "Ney", apontado como seu sobrinho, levasse a cozinheira em uma caminhonete sob a justificativa de encaminhá-la a um hospital.

Ainda segundo essa versão, durante o trajeto o veículo teria sido interceptado por dois homens que ainda não foram identificados. Berenice teria sido transferida para um carro vermelho, enquanto a caminhonete retornaria ao estabelecimento para tentar aparentar que nada havia ocorrido.

Toda essa narrativa faz parte das linhas de investigação da Polícia Civil e será confrontada com laudos periciais, depoimentos e demais elementos coletados ao longo do inquérito.

Prisão e apreensões

Na última semana, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão temporária contra Eliane Alves dos Santos.

De acordo com o boletim de ocorrência da operação, os policiais relataram que, ao chegarem à residência da investigada, perceberam que um aparelho celular supostamente utilizado por ela teria sido arremessado pela janela em direção a um terreno vizinho. Apesar das buscas realizadas no local, o telefone não foi localizado.

Durante a operação, foram apreendidas três armas de fogo, dois aparelhos celulares, o passaporte da investigada e dois veículos que passaram a integrar o conjunto de provas analisadas pelos investigadores.

Um dos automóveis foi recolhido após surgirem informações de que poderia ter sido utilizado na ocultação do corpo ou no desaparecimento da cozinheira. O outro chamou a atenção da polícia por apresentar um reparo recente compatível, segundo o boletim de ocorrência, com um dano provocado por disparo de arma de fogo.

Todo o material apreendido será submetido à perícia.

Testemunha é prioridade

Neste momento, a localização da testemunha que teria presenciado a suposta agressão é considerada uma das principais prioridades da Polícia Civil. Para os investigadores, o depoimento poderá esclarecer o que realmente aconteceu antes do desaparecimento de Berenice e contribuir para confirmar ou afastar a versão apresentada na denúncia.

Enquanto a testemunha não é encontrada, a equipe responsável pelo caso continua realizando diligências, ouvindo pessoas ligadas à investigação e aguardando os resultados das perícias.

Até o momento, o corpo de Berenice não foi localizado. O caso segue sob investigação e a Polícia Civil trabalha para identificar todos os envolvidos e esclarecer as circunstâncias do desaparecimento. Inicialmente registrado como desaparecimento, o caso passou a ser tratado como homicídio.