14 de julho de 2026
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Caças supersônicos da FAB estreiam em exercício fora do Brasil

Por Da redação | Chile
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Saab
Caças supersônicos F-39E Gripen no Exercício Multidomínio SALITRE 2026

Entre os dias 29 de junho e 11 de julho, seis aeronaves F-39E Gripen, da FAB (Força Aérea Brasileira), participaram do Exercício Multidomínio SALITRE 2026, marcando a primeira atuação do caça em uma operação multinacional fora do Brasil.

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Operando a partir da Base Aérea de Cerro Moreno, em Antofagasta, no Chile, o exercício reúne mais de 1,5 mil militares dos países participantes e cerca de 60 aeronaves, que realizaram mais de 250 horas de voo em diferentes missões no local.

Ao lado de aeronaves do Chile, da Argentina, da Colômbia, dos Estados Unidos e do Paraguai, os caças Gripen cumpriram operações aéreas típicas de uma guerra convencional, com forças aéreas atuando sob um único comando e em coalizão.

As aeronaves realizaram missões de escolta, varredura, patrulha aérea de combate e defesa aérea, tanto dentro quanto além do alcance visual, empregando sua suíte de guerra eletrônica e sistemas táticos como o radar de varredura eletrônica ativa e o sensor passivo de busca de alvos por infravermelho.

“A participação representa mais um passo na evolução do Programa Gripen no Brasil e reflete o avanço consistente da implementação da aeronave na Força Aérea Brasileira”, disse Peter Dölling, diretor-geral da Saab Brasil, empresa que produz o Gripen.

“Ao atuar pela primeira vez em um exercício multinacional fora do país, o Gripen reforça a interoperabilidade entre forças aéreas amigas e contribui para a cooperação em defesa na região. Para a Saab, acompanhar a FAB nesta etapa reafirma o valor de uma parceria construída com visão de longo prazo, transferência de tecnologia e desenvolvimento de capacidades estratégicas para o Brasil.”

Missões de defesa aérea

Nas missões de defesa aérea, os F-39E Gripen têm a responsabilidade de proteger as demais aeronaves aliadas contra a força oponente simulada.

“A consciência situacional proporcionada pelos sistemas e sensores do Gripen E permite que um grande volume de dados seja fundido e apresentado ao piloto de forma simplificada, auxiliando o processo decisório. Além disso, ganhamos superioridade ao compartilhar essas informações entre os F-39E da nossa esquadrilha, maximizando as chances de vitória”, disse o tenente-coronel Vítor Bombonato, comandante do 1º Grupo de Defesa Aérea.

A preparação para o SALITRE foi realizada por meio de exercícios conduzidos há pouco mais de um mês no Brasil, com a participação de outros esquadrões da FAB, além da criação do cenário de Antofagasta no simulador do Gripen, em Anápolis.

“Mesmo sendo a primeira vez que os pilotos brasileiros voaram nesta região, ao chegarmos aqui, a sensação era de grande familiaridade com todo o ambiente operacional. Outro ponto de destaque é a autonomia do Gripen E. Poderíamos ter realizado um voo direto de Anápolis até Antofagasta, cobrindo essa grande distância sem necessidade de reabastecimento em voo”, concluiu Bombonato.

Os caças Gripen cumpriram mais de 50 saídas e acumularam mais de 100 horas de voo, incluindo os traslados de ida e volta, com elevados índices de disponibilidade.