A morte do ator neozelandês Sam Neill aos 78 anos, confirmada pela família nesta segunda-feira (13), encerra a trajetória de um dos artistas mais reconhecidos de Hollywood nas últimas décadas.
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Dono de uma carreira iniciada nos anos 1970, ele conquistou fama internacional ao interpretar o paleontólogo Alan Grant na franquia Jurassic Park, tornando-se um dos rostos mais conhecidos do cinema de aventura.
Nascido em 14 de setembro de 1947, em Omagh, na Irlanda do Norte, Neill mudou-se ainda criança para a Nova Zelândia, onde foi criado. Formado em literatura inglesa pela Universidade de Canterbury, iniciou a carreira artística no teatro antes de migrar para o cinema e a televisão.
Embora tenha participado de dezenas de filmes ao longo de mais de 50 anos de carreira, foi em 1993 que alcançou projeção mundial ao protagonizar Jurassic Park, dirigido por Steven Spielberg. O sucesso do longa fez com que voltasse ao papel em continuações da franquia, incluindo Jurassic World: Domínio, lançado em 2022.
Além dos filmes sobre dinossauros, Sam Neill reuniu trabalhos de destaque em produções como O Piano, de Jane Campion, Caçada ao Outubro Vermelho, Event Horizon e À Beira da Loucura. Na televisão, integrou o elenco da série Peaky Blinders, ampliando seu reconhecimento entre novas gerações.
Nos últimos anos, o ator também chamou atenção ao compartilhar publicamente sua luta contra um linfoma não Hodgkin em estágio três. Após cinco anos de tratamento, revelou ter alcançado a remissão da doença graças a uma terapia celular do tipo CAR-T e passou a defender a ampliação do acesso ao tratamento na Austrália.
Reconhecido pela versatilidade e pela presença marcante em diferentes gêneros, Sam Neill deixa um legado construído ao longo de mais de cinco décadas de carreira, com personagens que atravessaram gerações e ajudaram a consolidá-lo como um dos principais atores da Nova Zelândia no cinema internacional.
* Com informações do jornal O Globo e do portal UOL