13 de julho de 2026
DESAPARECIMENTO

Saiba detalhes da prisão da patroa de Berenice em Ubatuba

Por Da redação com Jesse Nascimento | Ubatuba
| Tempo de leitura: 4 min
Reprodução
Berenice Ramos de Aguiar (à esquerda) e a patroa

A prisão temporária da empresária apontada como patroa da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, marcou um novo capítulo nas investigações sobre o desaparecimento da funcionária em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo.

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A mulher, considerada a principal suspeita do caso, foi detida durante a Operação Último Rastro, realizada pela Polícia Civil na sexta-feira (10).

Além da prisão, os policiais apreenderam dois carros, três armas, aparelhos celulares e um passaporte (foto abaixo). Um homem também passou a ser investigado após, segundo o boletim de ocorrência, um telefone celular ter sido descartado em uma área de mata durante o cumprimento dos mandados. O corpo de Berenice ainda não foi encontrado.

Como foi a prisão da patroa de Berenice

A operação foi coordenada pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de São Sebastião e contou com a participação de 14 policiais civis e cinco viaturas. As equipes cumpriram um mandado de prisão temporária e ordens de busca e apreensão expedidas pela Justiça.

Os investigadores foram até o imóvel da empresária, onde ela foi localizada e informada sobre a decisão judicial. A suspeita não ofereceu resistência e permaneceu sob custódia da Polícia Civil. Ela é proprietária da pousada onde Berenice trabalhava em Ubatuba.

Logo após a prisão, os agentes iniciaram uma ampla varredura na residência, nos veículos e nas áreas próximas ao imóvel em busca de provas que possam esclarecer o desaparecimento da cozinheira.

A prisão temporária foi autorizada com base nos elementos reunidos pela investigação desde o desaparecimento de Berenice, em 30 de junho. Ela desapareceu após sair para receber os direitos da demissão e voltar para casa. Nunca mais foi vista.

Ao longo das diligências, a Polícia Civil passou a trabalhar com a hipótese de homicídio, sustentada por depoimentos, análises técnicas e pela reconstituição dos últimos passos da vítima. A suspeita é de que Berenice possa ter sido assassinada pela própria patroa para evitar o pagamento de direitos trabalhistas.

Celular jogado na mata amplia investigação

Durante a operação, um fato chamou a atenção dos policiais. Conforme registrado no boletim de ocorrência, um aparelho celular foi descartado em uma área de mata. O episódio levou um homem a ser incluído entre os investigados.

Agora, a Polícia Civil busca identificar quem era o proprietário do telefone, por que o aparelho foi abandonado e se houve tentativa de eliminar provas. O equipamento poderá passar por perícia para verificar mensagens, chamadas, fotografias, vídeos e dados de localização que possam ajudar na investigação.

Carros podem revelar o destino da cozinheira

Os dois veículos apreendidos são considerados peças importantes para esclarecer o desaparecimento de Berenice.

Segundo o registro inicial do caso, a cozinheira teria deixado a pousada onde trabalhava em uma carona oferecida pela proprietária do estabelecimento. Por isso, os investigadores pretendem identificar qual automóvel foi utilizado naquele deslocamento e se o segundo carro teve alguma participação nos acontecimentos posteriores.

Os veículos passarão por exames periciais em busca de vestígios biológicos, fios de cabelo, fibras, impressões digitais e sinais de limpeza recente. Também poderão ser confrontadas imagens de câmeras de segurança para reconstruir os trajetos percorridos antes e depois do desaparecimento.

Até o momento, a apreensão dos carros não significa que ambos tenham participação comprovada em um eventual crime. A confirmação dependerá dos laudos periciais.

Armas e passaporte foram recolhidos

Durante as buscas, os policiais apreenderam três armas de fogo, que serão submetidas a exames para identificação do calibre, funcionamento, origem e regularidade da documentação.

Como o corpo da cozinheira ainda não foi localizado, não há confirmação oficial sobre a causa de sua possível morte nem qualquer indicação de que as armas tenham sido utilizadas no caso.

Outro item recolhido foi um passaporte, além de diversos aparelhos celulares pertencentes às pessoas investigadas. Os equipamentos poderão fornecer informações sobre conversas, pesquisas, localização e comunicações realizadas antes e depois do desaparecimento.

Berenice continua desaparecida

Sem localizar a cozinheira, a investigação depende principalmente das provas digitais, dos depoimentos de testemunhas, das perícias e das imagens obtidas ao longo das diligências.

A Polícia Civil continua realizando buscas em diferentes pontos de Ubatuba, especialmente na região de Ubatumirim, que possui áreas de mata, estradas rurais, rios, praias e propriedades afastadas.

Os investigadores também apuram se o local onde o celular foi descartado pode esconder novos elementos relacionados ao caso.

A Polícia Civil pede que qualquer pessoa que tenha informações sobre os veículos envolvidos ou sobre a movimentação dos investigados entre em contato por meio do Disque Denúncia 181. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.