Uma passageira de 32 anos foi presa pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) na tarde deste domingo (12) transportando 1.500 ampolas de medicamentos de comercialização proibida no Brasil pela Via Dutra, em Caçapava.
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A apreensão ocorreu durante uma fiscalização da Operação Conatus em um ônibus que seguia de São Paulo para o Rio de Janeiro. A carga, composta principalmente por tirzepatida e um anabolizante, foi avaliada em cerca de R$ 185 mil no Paraguai, podendo ultrapassar R$ 550 mil no mercado clandestino brasileiro.
A ocorrência foi encaminhada à Delegacia da Polícia Federal em São José dos Campos, onde a suspeita permaneceu à disposição da Justiça.
A abordagem ocorreu por volta das 15h, no km 126 da Rodovia Presidente Dutra, em Caçapava.
Durante a fiscalização de rotina, policiais rodoviários federais vistoriaram o compartimento de bagagens acima da poltrona ocupada por uma passageira de 32 anos.
No interior de uma mochila preta, os agentes encontraram 740 ampolas de tirzepatida e 10 ampolas de decanoato de nandrolona, um medicamento utilizado como anabolizante. Todos os produtos eram de marcas estrangeiras e têm comercialização proibida no Brasil.
Ao ser questionada, a mulher afirmou que a mochila não era de sua propriedade.
No entanto, os policiais perceberam um volume incomum preso às pernas da passageira.
Durante a revista, foram localizadas outras 740 ampolas de tirzepatida, escondidas junto ao corpo da suspeita.
Ao todo, a PRF apreendeu: 1.500 ampolas de tirzepatida; 10 ampolas de decanoato de nandrolona.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, os medicamentos foram adquiridos no Paraguai por um valor estimado de R$ 185 mil.
No entanto, devido à alta procura e ao comércio ilegal, a carga pode alcançar até três vezes esse valor no mercado clandestino brasileiro, superando R$ 550 mil.
A tirzepatida é um medicamento utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e que também ganhou notoriedade pelo uso para emagrecimento. No Brasil, a comercialização de produtos importados sem autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é proibida.
Diante da situação, os policiais deram voz de prisão à passageira, que foi informada sobre seus direitos constitucionais.
Segundo a PRF, não foi necessário o uso de algemas durante a condução da suspeita.
Ela foi encaminhada à Delegacia da Polícia Federal em São José dos Campos, onde o caso foi registrado e será investigado.
A Polícia Federal deverá apurar a origem, o destino dos medicamentos e se a mulher fazia parte de uma organização criminosa especializada no contrabando e comércio ilegal de produtos farmacêuticos.