Caroline Pinto dos Santos morreu após permanecer 25 dias internada em consequência de queimaduras que atingiram cerca de 65% do corpo. Ela havia sido ferida durante uma cerimônia religiosa, e a família cobra a identificação e responsabilização dos envolvidos.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
O caso aconteceu em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro. O acidente ocorreu em 13 de junho, em um terreiro de candomblé localizado na Rua Curitiba. Caroline estava internada no Hospital Municipal Pedro 2, em Santa Cruz, onde morreu na manhã de quinta-feira (9).
Imagens registradas no local mostram a vítima agachada próxima a imagens religiosas quando um homem se aproxima de uma vasilha com fogo e acrescenta combustível. Em seguida, as chamas se espalham rapidamente e atingem Caroline. Pessoas que participavam da cerimônia tentaram apagar o incêndio.
Caroline deixou três filhas. Em uma publicação nas redes sociais, uma delas prestou homenagem à mãe e escreveu que ela será sua "saudade eterna".
A irmã da vítima afirmou que os responsáveis desapareceram após o acidente e pediu que o caso seja esclarecido. Segundo ela, o responsável pelo terreiro disse não ter conhecimento de que combustível seria utilizado durante a cerimônia.
De acordo com a família, o homem que adicionou o combustível é marido da mulher que conduzia a vida religiosa de Caroline. Os dois não foram mais encontrados.
Antes de desativar seu perfil nas redes sociais, a mulher, que se apresenta como yalorixá, divulgou uma nota afirmando que o babalorixá responsável pelo terreiro não participou da utilização do combustível. Ela declarou ainda que o ritual era particular, conduzido apenas por ela e pelo marido, e classificou o episódio como um acidente. O caso segue sob investigação, e a família pede que os responsáveis sejam identificados e respondam pelos fatos.