10 de julho de 2026
EUCLIDES MIRAGAIA

SJC guarda túmulo de mártir da Revolução Constitucionalista

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
OVALE/Luyse Camargo
Túmulo de Euclides Miragaia em São José dos Campos

São José dos Campos guarda parte da história da Revolução Constitucionalista de 1932, movimento celebrado em 9 de julho. No Cemitério Municipal Padre Rodolfo Komorek, na região central da cidade, está o túmulo de Euclides Miragaia, joseense que se tornou um dos mártires da Revolução.

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Miragaia tinha 21 anos quando morreu, em 23 de maio de 1932, após ser atingido por tiros durante uma manifestação em São Paulo. Naquele dia, um grupo de manifestantes seguia em direção à sede do Partido Popular Paulista, próxima à Praça da República, quando houve disparos e explosões de granadas.

Além de Miragaia, morreram Mário Martins de Almeida, de 31 anos; Dráusio Marcondes de Sousa, de 14 anos; e Antônio Américo Camargo de Andrade, de 30 anos. As iniciais dos sobrenomes dos quatro jovens, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, formaram a sigla MMDC, que se tornou símbolo da luta paulista por uma nova Constituição.

A Revolução

A Revolução Constitucionalista de 1932 reuniu grandes manifestações contra o governo de Getúlio Vargas em defesa da criação de uma nova Constituição para o país.

As mortes ampliaram a mobilização popular e marcaram a história do movimento que contou com a participação de cerca de 35 mil voluntários e é considerado um episódio importante na formação do processo democrático brasileiro.

Como consequência da mobilização, em 1934, o Governo Vargas convocou eleições para uma Assembleia Constituinte, que resultaram na elaboração de uma nova Constituição. 

Homenagens

Em São José dos Campos, os mártires foram homenageados com um monumento na região da orla do Banhado: um obelisco com as iniciais MMDC, que mantém viva a memória dos quatro homens que se transformaram em ideal da Revolução.  Miragaia também foi homenageado com o seu nome para uma rua na região central da cidade.

Apesar do túmulo do joseense continuar sendo um ponto de memória, seus restos mortais não estão mais no local. Em 1952, eles foram transferidos para o Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, onde estão reunidos os corpos de mais de 700 combatentes.