O registro de um caso fatal de infecção pela ameba Naegleria fowleri em Rondônia acendeu o alerta de especialistas, que apontam a expansão do microrganismo para novas regiões do mundo. Em abril deste ano, uma criança de nove anos morreu após contrair a infecção no estado. Em 2024, o Ceará registrou um caso.
Conhecida como "ameba comedora de cérebros", a Naegleria fowleri vive em águas doces e quentes e pode atingir o cérebro ao entrar pelas narinas durante mergulhos ou outras atividades aquáticas. A infecção é rara, mas apresenta alta taxa de mortalidade.
Pesquisadores atribuem o aumento de registros às mudanças climáticas, que favorecem a proliferação da ameba, e ao avanço dos métodos de diagnóstico. Em 2025, a Índia registrou mais de 200 casos, o maior surto já documentado.
Especialistas recomendam evitar a entrada de água pelo nariz ao nadar em águas doces aquecidas e utilizar apenas água esterilizada, destilada ou fervida e resfriada para higienização nasal.
Com informações da BBC.