10 de julho de 2026
JACAREÍ

Morto em briga de trânsito no Vale, Magoga deixa esposa e filhos

Por Da redação | Jacareí
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/ Campo das Oliveiras

A morte do motociclista Weverton Innocente, de 45 anos, conhecido como Magoga, provocou uma onda de comoção em Jacareí e em toda a região do Vale do Paraíba. Morto após uma discussão de trânsito na noite de domingo (5), ele deixa a esposa, filhos, familiares e uma legião de amigos, que usaram as redes sociais para prestar as últimas homenagens. O motorista da caminhonete envolvida foi preso em flagrante por homicídio doloso na modalidade de dolo eventual.

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A irmã da vítima, Luciene Innocente Alexsandra, escreveu uma das homenagens mais emocionantes. "Sem palavras, meu irmão. Você foi e sempre será lembrado. Alegre, teimoso, bondoso, de coração enorme. Foi encontrar o pai. Cuida da gente de onde estiver."

O amigo Márcio Alves também lamentou a morte. "Magoga era um cara tranquilo, gente boa. Quanta maldade. Meus sentimentos à família. Que Deus conforte o coração de todos."

Mariângela Toledo destacou o sofrimento da esposa e dos filhos. "Meus mais sinceros sentimentos à esposa, aos quatro filhos e a todos os familiares e amigos. Que Deus seja o consolo de todos."

Outra amiga de infância, Uiara Gasco, relembrou a convivência com a vítima. "Crescemos juntos. É muito triste receber uma notícia assim. Meus sentimentos à família e à esposa Luciana."

Anderson Souza contou que havia conversado com Magoga poucos dias antes. "Nos encontramos no semáforo dias atrás. Nunca imaginei que seria nossa última conversa. Tivemos uma infância muito divertida. Descanse em paz."

Já Ulysses Passoni recordou o último encontro com o amigo. "Semana passada estávamos rindo e jogando truco. Hoje me deparo com essa notícia. Um ser humano raro, que fará muita falta."

Como aconteceu a morte

O caso aconteceu às 22h18 de domingo (5), na Rua Anésia Ruston, no Jardim das Indústrias, em Jacareí, nas proximidades da Igreja Guadalupe.

Segundo a Polícia Civil, policiais militares da Força Tática estavam no Centro de Polícia Judiciária quando ouviram um forte ruído de frenagem.

Instantes depois, uma caminhonete VW Amarok parou em frente ao prédio. O motorista, de 38 anos, desceu bastante nervoso e informou que havia acabado de atropelar uma pessoa.

Equipes do resgate foram acionadas, mas Weverton morreu ainda no local.

Testemunhas relataram discussão

Uma testemunha contou à Polícia Civil que caminhonete e motocicleta trafegavam lado a lado enquanto os condutores discutiam. Segundo o relato, o motorista teria jogado deliberadamente a Amarok contra a motocicleta, lançando Magoga contra um muro.

A testemunha afirmou ainda que chegou a gritar para que o motorista não realizasse a manobra.

Outra pessoa disse ter visto a caminhonete em alta velocidade e a motocicleta sendo arrastada até a colisão.

Motorista nega intenção de matar

Em depoimento, o motorista negou que tenha agido com intenção de matar.

Ele afirmou existir uma antiga desavença com um parente da vítima, motivada por um relacionamento do passado. Segundo sua versão, pouco antes da ocorrência teria discutido com esse familiar e, em seguida, um motociclista atingiu o retrovisor da caminhonete.

O homem disse que acreditou estar sendo perseguido e, por isso, dirigiu até a delegacia. Também declarou que percebeu a aproximação da motocicleta, mas afirmou não saber exatamente o que havia acontecido e, por esse motivo, não retornou ao local.

Polícia investiga homicídio doloso

Apesar da versão apresentada pelo motorista, a Polícia Civil registrou o caso como homicídio doloso na modalidade de dolo eventual.

Segundo o despacho da autoridade policial, lançar uma caminhonete contra um motociclista representa uma conduta de elevado potencial letal, indicando que o condutor assumiu o risco de provocar a morte.

O motorista realizou exame clínico para verificar eventual ingestão de álcool, mas o resultado foi negativo.

Ele permaneceu preso em flagrante, e a Polícia Civil pediu à Justiça a conversão da prisão em preventiva.

As investigações continuam com a análise de imagens de câmeras de segurança, perícias nos veículos, exames da Polícia Científica e novos depoimentos.