07 de julho de 2026
INVESTIGAÇÃO

Samuel morre após ser baleado por GCM de folga em Taubaté

Por Da redação | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Caso mobilizou polícia e equipe do Samu

Um homem de 42 anos morreu após ser baleado por um guarda civil municipal que estava de folga no final da tarde dessa segunda-feira (6), no bairro Estiva, em Taubaté. A vítima foi identificada como Samuel Grossi Whately.

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De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil, o guarda municipal de 32 anos relatou que estava em um estabelecimento comercial quando Samuel passou a pedir dinheiro. Após receber uma resposta negativa, o homem teria ficado agressivo e se aproximado de forma intimidatória.

Ainda segundo o depoimento do agente, Samuel retirou uma faca da mochila e avançou em sua direção. O guarda afirmou que se identificou como integrante da GCM (Guarda Civil Municipal) e ordenou que o homem interrompesse a ação, mas ele não teria obedecido. Diante da aproximação e do risco iminente, o agente efetuou dois disparos de arma de fogo.

Equipes da GCM foram as primeiras a chegar ao local e iniciaram os procedimentos de primeiros socorros, realizando manobras de reanimação até a chegada do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). No entanto, a equipe médica constatou a morte da vítima.

A Polícia Civil informou que uma faca foi encontrada com Samuel. Também foram apreendidos um celular, objetos pessoais, materiais perfurocortantes e dois recipientes contendo cocaína que estavam na mochila da vítima.

Vídeos confirmam versão apresentada pelo GCM

Durante a investigação preliminar, a Polícia Civil analisou imagens obtidas pelos investigadores. Conforme o delegado responsável pelo plantão, os vídeos são compatíveis com a versão apresentada pelo guarda municipal, indicando que Samuel sacou a faca antes de o agente retirar a arma de fogo.

Diante dos elementos reunidos até o momento, a autoridade policial entendeu, em uma análise inicial, que a conduta do guarda pode estar amparada pela excludente de ilicitude da legítima defesa. Por esse motivo, não foi lavrado auto de prisão em flagrante contra o agente.

O caso foi registrado no Plantão da Delegacia Seccional de Taubaté como homicídio, ameaça e legítima defesa.

A arma utilizada foi apreendida para perícia, assim como a faca recolhida no local. O corpo de Samuel foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal), e a Polícia Civil instaurou inquérito para aprofundar a investigação e esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência.