A Polícia Civil investiga a morte de Gustavo Rafael Campos Siqueira, de 31 anos, ocorrida nessa segunda-feira (6), após ele permanecer internado por mais de uma semana em decorrência de agressões sofridas em um bar localizado na avenida Cassiano Ricardo, em São José dos Campos. De acordo com a polícia, a vítima morreu em consequência das agressões praticadas por seguranças do estabelecimento.
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O caso teve início na noite de 27 de junho e foi registrado inicialmente como homicídio consumado de autoria desconhecida. A classificação, segundo a Polícia Civil, é provisória e poderá ser alterada conforme o avanço das investigações.
Segundo o boletim de ocorrência, familiares relataram que Gustavo foi agredido por seguranças do bar. Após o episódio, ele foi socorrido e levado ao Hospital Clínica Sul, no Parque Industrial, onde permaneceu internado em estado grave até não resistir aos ferimentos.
O prontuário médico anexado à investigação aponta que Gustavo sofreu agressões físicas com chutes, além de estrangulamento e enforcamento. Em razão da gravidade das lesões, ele apresentou insuficiência respiratória e precisou ser internado em estado crítico.
Os exames de imagem realizados durante o atendimento não identificaram fraturas no crânio nem hemorragias intracranianas, mas constataram fratura nos seios da face. A tomografia da coluna cervical não apontou lesões. Durante a internação, Gustavo desenvolveu pneumonia associada à ventilação mecânica, teve agravamento do quadro clínico e morreu na segunda-feira.
O corpo de Gustavo foi enterrado no Cemitério Municipal Padre Rodolfo Komorek, no Centro de São José, na manhã desta terça-feira (7).
A ocorrência foi registrada na CPJ (Central de Polícia Judiciária) de São José dos Campos, que conduz as investigações para esclarecer as circunstâncias do caso e identificar todos os envolvidos.
A Polícia Civil pretende ouvir testemunhas, analisar imagens de câmeras de segurança e reunir outras provas para reconstruir a dinâmica da ocorrência. A investigação também busca confirmar a participação dos seguranças do estabelecimento na agressão.
Conforme o boletim de ocorrência, a companheira de Gustavo estava no local no momento dos fatos, segundo relato de um familiar, mas ainda não foi ouvida pelos investigadores. A expectativa é de que seu depoimento ajude a esclarecer detalhes sobre o que aconteceu.
Os laudos do IML (Instituto Médico Legal) e toda a documentação médica serão fundamentais para confirmar a relação entre as agressões sofridas por Gustavo e a causa da morte, informação que, segundo a Polícia Civil, já embasa a investigação do homicídio.