07 de julho de 2026
PROPOSTA REJEITADA

Trabalhadores da Modirum Gespi entram em greve em SJC

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 1 min
Divulgação/Sindicato dos Metalúrgicos de SJC e Região
Greve na Modirum Gespi em São José dos Campos

Os trabalhadores da Modirum Gespi, fábrica do setor de Defesa em São José dos Campos, entraram em greve por tempo indeterminado na manhã desta terça-feira (7). A paralisação foi aprovada em assembleia liderada pelo Sindicato dos Metalúrgicos, após a categoria rejeitar as propostas de reajuste da empresa.

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A Modirum Gespi manteve a oferta de R$ 2.000 para a PLR (Participação nos Lucros e Resultados), valor já recusado anteriormente. Para o vale-alimentação, a fábrica propôs aumento dos atuais R$ 200 para R$ 350 em setembro deste ano e para R$ 400 em fevereiro de 2027.

Os metalúrgicos consideraram os valores insuficientes e exigem uma PLR de R$ 5.000, vale-alimentação de R$ 800, o fim do banco de horas com pagamento de horas extras e a efetivação imediata dos trabalhadores temporários.

A força de trabalho atual é composta por 300 colaboradores, que atuam na produção de embarcações militares para a Polícia Federal e de artefatos explosivos para exportação.

Histórico da mobilização

O estado de greve começou em 19 de junho com a aprovação do aviso de paralisação. No dia 29 de junho, os funcionários realizaram um protesto de 1h30 contra o impasse nas negociações.

Com a formalização da greve nesta terça-feira, o sindicato aguarda a abertura de uma nova rodada de negociações por parte da empresa.

“Os trabalhadores chegaram no limite e cruzaram os braços. Enquanto a empresa não apresentar uma proposta que satisfaça às reivindicações, as máquinas vão continuar paradas!”, afirmou Arthur Cezário dos Santos, diretor do Sindicato.