O Vale do Paraíba entrou na rota da maior operação já realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) de Santa Catarina contra o PCC (Primeiro Comando da Capital).
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Nesta quarta-feira (1º), mandados judiciais foram cumpridos na Penitenciária de Potim, além de unidades prisionais da capital paulista e de outras cidades do Estado, dentro de uma ofensiva nacional que mira a atuação da facção criminosa em seis estados brasileiros.
Batizada de Operação Coluna Sul, a ação mobilizou centenas de agentes de segurança para cumprir 320 ordens judiciais, sendo 151 mandados de prisão temporária e 169 de busca e apreensão, contra suspeitos de integrar uma organização criminosa responsável por coordenar atividades ilícitas dentro e fora dos presídios.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, esta é a maior operação da história do Gaeco catarinense. Além de Santa Catarina, a operação ocorre em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
Em São Paulo, as ordens judiciais foram cumpridas em presídios da capital e do interior. Entre as unidades atingidas está a Penitenciária de Potim, no Vale do Paraíba. Também foram alvos estabelecimentos prisionais em Lavínia, Irapuru e a Penitenciária Feminina de Santana, na capital.
No estado paulista, até o momento, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão e 23 prisões.
Ao todo, o balanço parcial da operação aponta:
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, a investigação apura a atuação do PCC em diversos estados e busca enfraquecer a capacidade de articulação da facção criminosa.
Os investigados são suspeitos de envolvimento em crimes como:
A Operação Coluna Sul é um desdobramento das investigações iniciadas durante a Operação Maserati.
Durante o cumprimento de mandados no Paraná, um dos investigados reagiu à abordagem e atirou contra as equipes que participavam da operação.
Segundo o Ministério Público, policiais do Batalhão de Polícia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone) revidaram para conter a agressão. O suspeito, apontado como integrante da facção, morreu no confronto. Ainda conforme as autoridades, ele utilizava uma pistola equipada com seletor de rajada.
Somente em Santa Catarina, a operação mobilizou 103 integrantes do Gaeco, cerca de 552 agentes de segurança pública, 198 viaturas e dois helicópteros.
Cinco bases operacionais foram instaladas em Florianópolis, Joinville, Lages, Chapecó e São Miguel do Oeste para coordenar o cumprimento simultâneo das ordens judiciais.
A força-tarefa contou ainda com o apoio de equipes das polícias Civil, Militar e Penal, Corpo de Bombeiros, unidades especializadas, canis, grupos táticos e forças de segurança dos demais estados envolvidos. Todo o material apreendido será encaminhado à Polícia Científica para perícia. A investigação segue sob sigilo.