A Polícia Civil investiga uma ocorrência de disparos de arma de fogo registrada na madrugada desta terça-feira (30), nas proximidades de uma adega no bairro Parque Residencial Maria Elmira, em Caçapava. Durante a ação, a Polícia Militar apreendeu um revólver calibre .38 com numeração suprimida e cinco munições intactas.
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Segundo o boletim de ocorrência, equipes da PM foram acionadas pelo Copom após denúncias de tiros na avenida Ana Pereira Fonseca. Na primeira averiguação, os policiais não localizaram nenhuma irregularidade. Minutos depois, outra equipe informou ter ouvido novos estampidos ao acessar a via.
Ainda de acordo com a ocorrência, pessoas correram para o interior da adega ao perceberem a chegada das viaturas. Parte do grupo permaneceu do lado de fora, foi abordada e, após revista, acabou liberada.
Durante vistoria no estabelecimento, os policiais encontraram o revólver escondido em uma churrasqueira localizada na área dos fundos da adega, espaço de acesso restrito a funcionários. A arma, da marca Taurus, estava com a numeração raspada e carregada com cinco munições intactas. Todo o material foi apreendido e encaminhado para perícia.
Dois homens foram qualificados como investigados, mas negaram qualquer ligação com a arma encontrada. O proprietário da adega também prestou depoimento e afirmou que não estava no local no momento da ocorrência.
Segundo ele, o comércio já deveria estar fechado e a polícia foi acionada após um funcionário informar sobre a presença das equipes no estabelecimento. O comerciante também negou que o revólver lhe pertencesse.
Imagens do sistema de monitoramento do estabelecimento indicariam a presença de dois homens na área dos fundos antes da chegada da Polícia Militar. No entanto, conforme o registro policial, as gravações não permitiram identificar se algum deles portava arma de fogo e não foram apresentadas na delegacia naquele momento.
A autoridade policial entendeu que, nesta fase inicial da investigação, não há elementos suficientes para apontar a autoria dos disparos ou responsabilizar os investigados pelo armamento apreendido. Por isso, não houve prisão em flagrante.
A Polícia Civil determinou a continuidade das investigações e requisitou exames residuográficos nos investigados, além da realização de perícia na arma apreendida. O objetivo é esclarecer se o revólver foi utilizado nos disparos e identificar o responsável pelo armamento e pelos tiros registrados na região.