28 de junho de 2026
SUMIÇO

Sumiço de Beatriz no Santuário de Aparecida segue sem respostas

Por Leandro Vaz | Aparecida
| Tempo de leitura: 2 min
Da redação
Reprodução
Beatriz Joana Von Hohendorff Winck

O desaparecimento de Beatriz Joana Von Hohendorff Winck, então com 77 anos, permanece sem solução e ainda é lembrado como um dos casos mais emblemáticos envolvendo pessoas desaparecidas no Brasil. A idosa sumiu no dia 21 de outubro de 2012, dentro do complexo do Santuário Nacional de Aparecida, no Vale do Paraiba.

Naquele domingo, cerca de 200 mil pessoas passaram pelo local. Beatriz estava acompanhada do marido, Delmar Winck, quando ficou sozinha por poucos minutos enquanto ele comprava uma lembrança em uma loja da basílica. Ao retornar, aproximadamente sete minutos depois, Delmar não encontrou mais a esposa no ponto combinado.

As buscas começaram ainda dentro do santuário, mas Beatriz nunca foi localizada.

Câmeras não ajudaram na investigação

Um dos pontos que dificultaram a apuração foi a ausência de imagens do sistema de segurança da época. Segundo familiares, as gravações das câmeras eram apagadas automaticamente em curto período. Quando a perícia solicitou os arquivos, os registros já não estavam mais disponíveis.

Sem imagens que pudessem indicar o caminho percorrido pela idosa, a investigação passou a depender de relatos de testemunhas e de possíveis registros externos. Ao longo da apuração, não foram identificados pedidos de resgate, movimentações bancárias suspeitas nem registros compatíveis com Beatriz em hospitais ou necrotérios.

Família manteve buscas por anos

Depois do desaparecimento, familiares iniciaram uma ampla mobilização para tentar encontrar Beatriz. Foram criadas páginas nas redes sociais, cartazes foram distribuídos em várias regiões do país e o caso chegou a ser divulgado em programas de televisão.

Apesar das diversas pistas recebidas ao longo dos anos, nenhuma delas levou à localização da idosa. Sem novos elementos concretos, o inquérito acabou sendo arquivado. Ainda assim, o material genético da família permanece cadastrado no Banco Nacional de Perfis Genéticos, permitindo eventual comparação futura.

Marido morreu sem saber o que aconteceu

Delmar Winck morreu em novembro de 2025, aos 94 anos, sem ter uma resposta sobre o paradeiro da esposa. Desde o desaparecimento, ele dedicou os últimos anos de vida à busca por informações que pudessem esclarecer o caso.

Mesmo após mais de 14 anos, os filhos de Beatriz afirmam que a procura não terminou. Para a família, o arquivamento oficial não encerra a dor nem a esperança de descobrir o que aconteceu naquele domingo.

Boatos e teorias não comprovadas

O mistério também deu origem a diferentes teorias na internet. Entre elas, circulam versões sem comprovação sobre a existência de supostos “sumidouros” em Aparecida, locais que, segundo boatos, seriam usados por grupos criminosos ligados a práticas como tráfico de órgãos.

Não há, porém, qualquer confirmação oficial sobre essas hipóteses. Até hoje, o desaparecimento de Beatriz Winck segue sem explicação.