25 de junho de 2026
MERCADO IMOBILIÁRIO

Imóveis acima de R$ 500 mil lideram vendas no Vale do Paraíba

Por Da redação | Vale do Paraíba
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Imóveis na cidade de Taubaté

O mercado imobiliário do Vale do Paraíba apresentou cenários distintos entre os segmentos de compra e locação de imóveis em maio de 2026. Embora as vendas de imóveis residenciais usados tenham registrado queda de 10,64% em relação ao mês anterior, a procura por locação avançou 33,87%, demonstrando que a demanda por moradia continua aquecida na região.

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Dados divulgados pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo) revelam que a maior concentração das vendas ocorreu na faixa de imóveis acima de R$ 501 mil, responsável por 30,3% de todos os negócios fechados no período.

O resultado mostra a força do segmento de maior valor agregado no mercado regional e evidencia o interesse de compradores com maior capacidade de investimento.

As faixas intermediárias, entre R$ 201 mil e R$ 500 mil, apresentaram participação equilibrada, cada uma representando 18,2% das transações. Já os imóveis de até R$ 200 mil responderam por 15,2% das vendas realizadas.

O levantamento aponta que o mercado imobiliário do Vale do Paraíba segue sustentado por fatores como crescimento urbano, fortalecimento da economia regional e busca constante por qualidade de vida em cidades estrategicamente localizadas entre os principais polos econômicos do Estado de São Paulo.

Casas mantiveram liderança nas vendas

As casas mantiveram ligeira liderança nas vendas, representando 53% dos negócios fechados, enquanto os apartamentos responderam por 48% das transações. O equilíbrio demonstra que diferentes perfis de compradores continuam ativos no mercado, desde famílias em busca de mais espaço até investidores e jovens casais que priorizam praticidade e segurança.

Outro dado relevante é a consolidação da procura por imóveis localizados fora das regiões centrais. Segundo a pesquisa, 68% das vendas ocorreram em bairros classificados como demais regiões, enquanto as áreas centrais concentraram 24% dos negócios e os bairros nobres apenas 8%.

O financiamento imobiliário segue desempenhando papel importante para a movimentação do setor. Os contratos financiados pela Caixa Econômica Federal representaram 34,1% das aquisições, enquanto outras instituições financeiras responderam por 12,2%. As negociações diretas entre compradores e proprietários alcançaram 36,6% das vendas, superando inclusive os financiamentos realizados por bancos privados. Já as compras à vista corresponderam a 17,1% das transações.

O perfil dos imóveis vendidos mostra preferência por unidades de padrão intermediário. Entre as casas comercializadas, 52,9% possuíam dois dormitórios e 23,5% tinham três dormitórios. Nos apartamentos, os imóveis com dois dormitórios concentraram 62,5% das negociações. Em ambos os segmentos, predominam imóveis com área útil entre 51 e 100 metros quadrados.

Mercado de locação dispara

Enquanto as vendas apresentaram retração, o mercado de locação registrou forte expansão em maio. O volume de contratos cresceu 33,87%, sinalizando aumento da mobilidade habitacional e manutenção da procura por moradia na região.

As casas responderam por 58% dos contratos de aluguel, enquanto os apartamentos ficaram com 42%. A maior parte da demanda também se concentrou fora dos centros tradicionais: 44% das locações ocorreram em bairros classificados como demais regiões, contra 40% nas áreas centrais e 16% nos bairros nobres.

A faixa de aluguel mais procurada foi a de R$ 1.501 a R$ 2.000 mensais, responsável por 38,3% dos contratos. Em seguida aparecem os imóveis com aluguel entre R$ 1.001 e R$ 1.500, que representaram 25,5% das locações.

O seguro-fiança liderou entre as modalidades de garantia locatícia, presente em 39,3% dos contratos. O depósito caução respondeu por 33,9%, enquanto o fiador participou de 19,6% das negociações.

Os resultados de maio reforçam a solidez do mercado imobiliário do Vale do Paraíba. Mesmo com a acomodação observada nas vendas, o forte crescimento das locações e a elevada participação dos imóveis acima de R$ 501 mil demonstram que a região continua atraindo compradores, investidores e famílias em busca de oportunidades imobiliárias.