24 de junho de 2026
CPI DA ZONA AZUL

Por falta de andamento, vereador pede para sair de CPI em Taubaté

Por Sessão Extra | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/PMT
CPI da Zona Azul foi instaurada em novembro de 2025, mas não realizou nenhuma coleta de depoimento; Moises Pirulito era o único integrante da comissão que não é da base governista

Saída
O vereador Moises Pirulito (Podemos) comunicou nessa quarta-feira (24) o pedido de desligamento da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Zona Azul, que foi aberta pela Câmara de Taubaté em novembro de 2025.

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Desligamento
Dos cinco vereadores que integravam a CPI, Pirulito era o único que não faz parte da base aliada ao prefeito Sérgio Victor (Novo). "A presente decisão decorre do fato de que, até o presente momento, não houve efetivo andamento dos trabalhos da referida comissão, circunstância que inviabiliza minha permanência como membro", justificou o parlamentar.

Repercussão
Questionado pela reportagem sobre a saída de Pirulito e sobre a crítica feita ao andamento da CPI, o presidente da comissão, vereador Alberto Barreto (PRD), disse que "os trabalhos vão começar a correr depois do recesso devido a todos os problemas desse primeiro semestre".

Inatividade
Embora tenha sido instaurada em novembro de 2025, a CPI não realizou nenhuma sessão pública para coleta de depoimentos até agora. Pirulito deve ser substituído por um dos dois suplentes da comissão: Jessé Silva (Podemos) ou Nicola Neto (Novo). Os outros integrantes são Bobi (PRD), Boanerge dos Santos (União) e Zelinda Pastora (PRD).

Histórico
A Estapar é responsável pela Zona Azul de Taubaté desde 2019. Desde então, essa é a segunda CPI aberta pela Câmara para apurar a atuação da empresa na cidade. A primeira comissão foi aberta em maio de 2021, mas chegou ao fim em novembro de 2022 sem realizar nenhuma sessão pública para a coleta de depoimentos e sem apresentar relatório final.

Blindagem
Nos últimos governos, tem sido prática recorrente da base aliada aos prefeitos abrir CPIs e mantê-las inativas, apenas para impedir a oposição de iniciar investigações, já que a legislação permite que apenas três comissões funcionem ao mesmo tempo.