Os bairros periféricos e emergentes do Vale do Paraíba se consolidaram como os principais destinos dos compradores de imóveis residenciais usados. Dados da pesquisa divulgada pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo) revelam que 68% das vendas realizadas em maio de 2026 ocorreram em regiões classificadas como “demais bairros”, longe dos tradicionais centros urbanos e dos bairros nobres.
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O levantamento aponta uma mudança importante no comportamento do mercado imobiliário regional. Enquanto as áreas centrais responderam por 24% das negociações e os bairros nobres por apenas 8%, a maior parte dos compradores optou por regiões que oferecem imóveis com preços mais acessíveis, maior disponibilidade de terrenos e potencial de valorização.
Segundo a pesquisa, a tendência observada nos últimos meses vem se consolidando em diversas cidades do Vale do Paraíba. O movimento é impulsionado principalmente pelo custo-benefício, pela expansão da infraestrutura urbana e pela busca de famílias por imóveis mais amplos, sem abrir mão da proximidade com serviços essenciais e polos de emprego.
A preferência por bairros em expansão acompanha o crescimento urbano registrado na região nos últimos anos. Novos empreendimentos residenciais, investimentos em mobilidade, comércio e serviços têm contribuído para tornar essas localidades cada vez mais atrativas para quem busca a casa própria.
Apesar de uma retração de 10,64% nas vendas em relação a abril, o mercado imobiliário regional continua aquecido. O estudo mostra que a demanda por moradia permanece consistente, sustentada pela diversidade econômica do Vale do Paraíba e pela procura por cidades que oferecem qualidade de vida e boa infraestrutura.
Outro dado que chama a atenção é o perfil dos imóveis comercializados. As casas representaram 53% das vendas, superando ligeiramente os apartamentos, responsáveis por 48% das negociações. Entre os imóveis vendidos, predominam unidades com dois dormitórios e área útil entre 51 e 100 metros quadrados, características que atendem principalmente famílias de classe média.
Em relação aos valores, a maior concentração de vendas ocorreu na faixa acima de R$ 501 mil, responsável por 30,3% dos negócios. No entanto, imóveis entre R$ 201 mil e R$ 500 mil também apresentaram participação expressiva, demonstrando que o mercado atende tanto compradores em busca da primeira moradia quanto investidores e consumidores com maior poder aquisitivo.
A pesquisa também mostra que o financiamento continua sendo uma ferramenta importante para a concretização dos negócios. Os financiamentos da Caixa Econômica Federal responderam por 34,1% das aquisições, enquanto as negociações realizadas diretamente com os proprietários alcançaram 36,6%, o maior percentual entre as modalidades de pagamento.
Para especialistas do setor, os números confirmam que os bairros emergentes devem continuar liderando as vendas nos próximos meses, impulsionados pela combinação de preços mais competitivos, expansão da infraestrutura e expectativa de valorização imobiliária.