Trabalhadores da Urbam (Urbanizadora Municipal) decidiram manter a greve e aguardar o julgamento do dissídio coletivo pelo TRT-15 (Tribunal Regional do Trabalho).
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A assembleia foi realizada na manhã desta quarta-feira (24). A categoria reivindica progressão salarial, melhorias na escala de trabalho, alterações no convênio médico e o pagamento de adicional de insalubridade para as equipes de limpeza urbana.
Uma nova audiência de conciliação no TRT-15, realizada na tarde de terça-feira (23), terminou sem acordo entre as partes.
O SEAAC (Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio) havia se comprometido a propor a suspensão da greve aos trabalhadores, mas a falta de uma nova proposta de acordo por parte da empresa levou a maioria a votar pela continuidade do movimento.
A liderança sindical destacou a OVALE que há adesão de colaboradores de diversos setores.
"A gente tem na lista hoje mais de 200 trabalhadores, 220, 230 que participaram da assembleia. E tá igual tava no início, trabalhadores de todos os setores: varrição, obras, secretarias, trânsito, 156... Um pouquinho de cada lugar. Mas nós estamos com representação de trabalhadores de praticamente todos os setores", afirmou Marcelo Ribeiro, diretor do sindicato.
Por outro lado, a diretoria da Urbam emitiu uma nota lamentando a continuidade da greve.
A empresa alegou que abriu as portas para o diálogo em sua sede e que já havia acolhido 73% do pleito dos funcionários na audiência anterior, argumentando que suas propostas respeitam a realidade financeira atual da instituição.
Ainda de acordo com a empresa, "as movimentações sindicais permanecem com baixa adesão, registrando a participação de apenas 200 colaboradores de um total de mais de 4.100 funcionários. Todos os serviços essenciais continuam funcionando normalmente, garantindo o atendimento integral à população."