A rotina de trabalho, dedicação à família e o cuidado com os dois filhos marcaram a vida de Viviane Maria da Silva Vicente, 24 anos, encontrada morta dentro de uma residência no Centro de Guaratinguetá na noite desta terça-feira (23).
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Conhecida por familiares e amigos como "Vivi", a jovem trabalhava no restaurante da família e era presença constante no estabelecimento, onde costumava chegar ainda nas primeiras horas da manhã.
Mãe de duas crianças pequenas, Viviane era descrita por pessoas próximas como uma mulher trabalhadora e dedicada aos filhos. A ausência dela no restaurante durante a manhã de terça-feira chamou a atenção dos familiares, que estranharam o fato de ela não ter aparecido para trabalhar nem responder mensagens e ligações ao longo do dia.
A preocupação aumentou quando parentes procuraram informações sobre seu paradeiro. Segundo relatos registrados pela polícia, o companheiro da vítima afirmou por telefone que Viviane teria saído de casa, mas não soube informar onde ela estaria.
No período da tarde, familiares também estranharam o fato de o investigado pedir que os filhos fossem buscados na escola. Uma das crianças entregou a chave da residência a uma tia, informando que o pai havia solicitado o repasse.
Por volta das 20h30, parentes decidiram entrar no imóvel localizado na rua Domingos Rodrigues Alves. As portas estavam trancadas e não havia sinais aparentes de arrombamento.
Dentro da residência, encontraram Viviane caída em um dos cômodos, parcialmente coberta por um tapete. O local foi preservado até a chegada do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e da Polícia Militar. A equipe médica confirmou a morte da jovem.
O caso é investigado pela Polícia Civil como possível feminicídio. O companheiro da vítima, de 27 anos, é apontado no boletim de ocorrência como principal investigado e ainda não havia sido localizado até a conclusão do registro policial.
Depoimentos colhidos pelos investigadores apontam um histórico de ciúmes, controle sobre redes sociais e conflitos frequentes no relacionamento. Uma das crianças teria relatado a familiares ter visto o pai segurando a mãe pelo pescoço durante a madrugada anterior à descoberta do corpo.
Testemunhas também afirmaram que o investigado demonstrou forte agitação nas horas que antecederam o crime e, após a localização do corpo, teria feito uma ligação para um familiar dizendo que havia cometido "uma besteira". A suposta declaração ainda será analisada formalmente pela Polícia Civil durante o inquérito.
Além disso, familiares relataram o desaparecimento do celular de Viviane e a retirada de pertences pessoais do investigado da residência. O guarda-roupa dele teria sido encontrado vazio, o que reforçou a hipótese de fuga.
A Polícia Civil requisitou perícia no imóvel, exame necroscópico, análise toxicológica e exame subungueal da vítima. Os laudos deverão apontar a causa da morte, o horário provável do óbito e possíveis sinais de agressão ou defesa.
Os investigadores também devem analisar imagens de câmeras de segurança da região, registros telefônicos, movimentações financeiras e o paradeiro do celular de Viviane.
Enquanto a investigação avança, familiares se despedem de uma jovem mãe que deixa dois filhos menores e uma história interrompida de forma trágica. A responsabilização criminal dos envolvidos dependerá da conclusão do inquérito e das decisões da Justiça.
Errata: a foto de Viviane Maria publicada anteriormente estava errada. A imagem foi atualizada.