23 de junho de 2026
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

PM prende suspeito de manter mulher em cárcere privado em Jacareí

Por Jesse Nascimento | Jacareí
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/Joédson Alves/Agência Brasil
Caso foi registrado como violência contra a mulher

Um homem de 30 anos foi preso em flagrante por suspeita de manter a ex-namorada, de 23 anos, em cárcere privado e agredi-la dentro de uma casa, no Parque dos Príncipes, em Jacareí, na tarde de segunda-feira (22).

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A Polícia Militar precisou forçar o portão do imóvel para libertar a vítima, e a Polícia Civil registrou o caso como cárcere privado, lesão corporal contra a mulher e dano.

Conforme o boletim de ocorrência, a mulher chamou os policiais pelo portão da residência durante um patrulhamento. Ela relatou que o ex-namorado havia trancado o acesso ao imóvel e ficado com as chaves, o que impediu sua saída desde a noite anterior.

No caso registrado em Jacareí, a vítima declarou que permaneceu presa na residência desde a noite anterior. Ela também afirmou que o homem quebrou seu telefone celular para impedir um pedido de ajuda aos familiares ou às forças de segurança.

A autoridade policial destacou no boletim que o cárcere privado possui caráter permanente enquanto a restrição da liberdade persiste. Por esse motivo, a situação de flagrante continuava ativa no momento em que os policiais entraram no imóvel e libertaram a mulher.

Suspeita de cárcere privado

A Polícia Militar fazia patrulhamento por Jacareí quando a vítima chamou a equipe a partir do interior da casa. Aos policiais, ela disse que estava trancada, sem acesso às chaves do portão e sob controle do ex-namorado.

Os agentes forçaram o acesso ao imóvel diante do pedido de socorro e da informação de que a liberdade da mulher estava restrita. Após entrar na casa, a equipe protegeu a vítima e permaneceu no endereço à espera do retorno do suspeito.

O homem havia saído para comprar outro aparelho celular para a ex-namorada, em substituição ao telefone que, conforme a denúncia, ele havia quebrado. Quando retornou, os policiais fizeram a abordagem. Nenhum objeto ilícito foi localizado com ele naquele momento, mas a equipe decretou a prisão com base no relato da vítima e nas circunstâncias encontradas na residência.

Relato da vítima

A mulher declarou que o suspeito tentou manter uma relação sexual contra a vontade dela. Após a recusa, ele teria pegado uma faca, tentado atingi-la e apertado o pescoço da vítima.

O boletim também registra que as ameaças e agressões continuaram na manhã seguinte. A mulher permaneceu sem liberdade para sair até a chegada dos policiais.

O IML (Instituto Médico Legal) realizou um exame e constatou lesões corporais. Para a autoridade policial, o resultado deu apoio material ao relato sobre a agressão física no contexto de violência doméstica e familiar.

A Polícia Civil apreendeu uma faca e dois telefones celulares relacionados à ocorrência. Os objetos receberam lacres e poderão passar por exames ou análises durante o inquérito.

A faca aparece no registro como possível instrumento usado para intimidar a vítima. Um dos celulares estava relacionado à mulher e o outro ao suspeito.

Crimes que levaram à prisão

A autoridade policial determinou a prisão em flagrante pelos crimes de cárcere privado e lesão corporal praticada contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, em contexto de violência doméstica e familiar.

O registro cita cárcere privado e lesão corporal contra a mulher. A relação amorosa anterior entre as partes colocou o caso no contexto previsto pela Lei Maria da Penha.

A Polícia Civil considerou o relato da vítima firme e compatível com as informações apresentadas pelos policiais militares. O exame do IML também confirmou a existência de ferimentos.

O boletim informa que o telefone da vítima teria sido quebrado no dia anterior à chegada da polícia. Como o dano não ocorreu durante a intervenção dos agentes, a autoridade policial entendeu que não havia situação de flagrante específica por esse crime.

Mesmo assim, o dano permaneceu no boletim de ocorrência e será apurado no inquérito. A investigação poderá verificar as condições do aparelho, os depoimentos e outros elementos antes de uma eventual responsabilização.