A semana vai ser gelada no Vale do Paraíba, em São José dos Campos, na Serra da Mantiqueira e no Litoral Norte entre terça-feira (23) e sexta-feira (26/06), após a passagem de uma frente fria por São Paulo, com previsão de chuva, vento frio, queda acentuada das temperaturas e possibilidade de geada nas áreas mais altas da região.
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A primeira semana completa do inverno de 2026 terá uma sequência típica da estação no Sudeste. As temperaturas sobem antes da frente fria, a chuva avança sobre São Paulo e, logo depois, uma massa de ar polar derruba as temperaturas por vários dias.
Esse tipo de mudança ocorre quando o ar quente que predomina antes do sistema frontal perde espaço para uma massa de ar mais fria. A frente fria provoca aumento de nuvens, mudança do vento, chuva e trovoadas. Após a passagem do sistema, o ar polar avança pelo interior paulista e alcança o Vale do Paraíba.Notícias Taubaté
A previsão indica frio mais intenso entre quarta-feira (24) e sexta-feira (26). O impacto deve ser maior durante as madrugadas, manhãs e noites. Durante as tardes, a presença de nuvens e o vento frio também podem limitar a elevação das temperaturas.
A segunda-feira (22) deve ter elevação das temperaturas em várias cidades paulistas. O vento de nordeste favorece o transporte de ar mais quente antes da mudança no tempo. Em pontos do Vale Histórico, as máximas podem se aproximar de 28°C a 30°C.Meteorologia
O calor antes da frente fria não representa o padrão esperado para o restante da semana. A nebulosidade aumenta ao longo do dia e a chuva pode alcançar o estado de São Paulo entre a tarde e a noite.
Na terça-feira (23), a frente fria deve avançar pelo território paulista. Há previsão de pancadas moderadas a fortes, trovoadas e queda gradual da temperatura. Em São José dos Campos, a máxima pode ficar bem abaixo dos valores registrados na segunda-feira.
Terça-feira (23): avanço da chuva, mudança do vento e início da queda das temperaturas.
Quarta-feira (24): entrada mais forte do ar polar, frio no Vale do Paraíba e temperaturas baixas na Serra da Mantiqueira.
Quinta-feira (25): manhã gelada, risco de geada em áreas elevadas e frio persistente durante o dia.
Sexta-feira (26): temperaturas ainda baixas nas primeiras horas do dia, com recuperação lenta durante a tarde.
A posição exata da frente fria pode alterar os horários de chuva e a intensidade do frio. Por isso, moradores e motoristas devem consultar as atualizações meteorológicas durante a semana.Notícias Vale
São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Taubaté, Pindamonhangaba, Aparecida, Guaratinguetá, Lorena e Cruzeiro devem sentir uma queda expressiva após a passagem da frente fria.
O frio deve aparecer com mais força nas primeiras horas da manhã. As áreas rurais e as baixadas costumam registrar temperaturas menores que os bairros mais urbanizados, porque perdem calor com maior rapidez durante a madrugada.
As marcas exatas ainda dependem da quantidade de nuvens, da força do vento e do avanço do centro da massa polar. Mesmo sem uma previsão definitiva para cada município, a tendência aponta uma semana com características claras de inverno.
A maior chance de geada fica na Serra da Mantiqueira e em áreas rurais mais elevadas. Campos do Jordão, Santo Antônio do Pinhal e São Bento do Sapucaí podem ter temperaturas próximas de 0°C nos pontos mais frios.Notícias Taubaté
A geada ocorre quando a superfície perde calor durante a noite e a temperatura junto ao solo atinge valores muito baixos. O fenômeno não depende apenas da temperatura indicada pelos termômetros oficiais. Céu com poucas nuvens, vento fraco e baixa umidade também favorecem a formação de gelo sobre plantas e objetos.
O risco merece atenção de produtores rurais, principalmente nas lavouras mais sensíveis. Animais também precisam de abrigo contra o frio e o vento.
O dia mais frio do ano no Vale do Paraíba teve 2,1°C em Campos do Jordão, o que confirma o potencial de temperaturas muito baixas nas áreas serranas.
O Litoral Norte deve ter maior presença de nuvens e chuva entre terça e quarta-feira. Caraguatatuba, São Sebastião, Ilhabela e Ubatuba podem receber umidade do oceano após a passagem da frente fria.
A Serra do Mar exerce papel importante nesse cenário. O vento marítimo transporta umidade até a costa. Ao encontrar o relevo, o ar sobe, esfria e forma nuvens carregadas. Esse mecanismo pode manter a chuva por mais tempo no litoral, mesmo quando o interior paulista já registra melhora.
Uma frente fria oceânica já deixou o Litoral Norte com chuva mais forte em outro episódio de junho. A combinação de relevo, umidade marítima e vento exige atenção em áreas de encosta e pontos com histórico de alagamento.
Motoristas devem redobrar a atenção nas rodovias dos Tamoios, Oswaldo Cruz, Rio-Santos e Mogi-Bertioga. Chuva, neblina, pista escorregadia e baixa visibilidade podem afetar os deslocamentos entre o Vale do Paraíba e o litoral.
A orientação é reduzir a velocidade, ampliar a distância do veículo da frente e evitar ultrapassagens em trechos de serra. O motorista também deve consultar as condições da rodovia antes da viagem.
Depois de passar por São Paulo, o ar polar deve alcançar o Sul de Minas, o Triângulo Mineiro, a Zona da Mata e o estado do Rio de Janeiro. Algumas áreas podem registrar temperaturas abaixo de 10°C.
O sul e o oeste de Minas Gerais devem sentir a queda de temperatura com maior intensidade. No Rio de Janeiro, o frio também aumenta entre quarta e quinta-feira, principalmente nas regiões serranas e no interior.
No Espírito Santo e no norte de Minas Gerais, a queda tende a ser menos intensa. Nesses locais, o aumento das nuvens e a chuva podem reduzir as temperaturas, mas o núcleo principal do ar polar deve ficar mais ao sul.
A previsão para o outono no Vale do Paraíba já apontava maior chance de episódios de frio entre o fim de abril e junho. A nova frente fria mantém esse padrão logo no começo do inverno.
Crianças, idosos, pessoas em situação de rua e pacientes com doenças respiratórias precisam de maior proteção. Roupas adequadas, cobertores e locais protegidos do vento ajudam a reduzir os efeitos do frio.Notícias Vale
Fogareiros, churrasqueiras e aquecedores sem ventilação não devem ser usados em ambientes fechados. Esses equipamentos podem causar incêndios e intoxicação por monóxido de carbono.
Moradores de áreas sujeitas a alagamentos ou deslizamentos devem acompanhar os avisos da Defesa Civil. Em caso de emergência, a Defesa Civil atende pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.