O proprietário de uma adega no Jardim Pitoresco, em Jacareí, foi preso em flagrante na noite desta sexta-feira (19) por tráfico de drogas, posse irregular de arma de fogo e disparo de arma de fogo. A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil após uma denúncia recebida por policiais militares durante patrulhamento.
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Segundo o boletim de ocorrência, a equipe foi informada por um transeunte de que um homem conhecido pelo apelido de "Lelo", dono de uma adega em Jacareí, havia efetuado um disparo de arma de fogo para o alto após um gol da Seleção Brasileira em uma partida da Copa do Mundo.
Os policiais seguiram até o estabelecimento e localizaram o suspeito no local. Questionado, ele confessou espontaneamente ter feito o disparo e informou que o revólver utilizado estava escondido sob a pia da adega.
No local indicado, os policiais apreenderam um revólver calibre 38 da marca Taurus, carregado com cinco munições intactas e uma cápsula deflagrada.
Durante a abordagem, também foram encontrados com o suspeito porções de drogas e dinheiro em espécie. Ao todo, foram apreendidos 42,79 gramas de cocaína, distribuídas em 20 porções, 11,94 gramas de maconha, 2,06 gramas de crack, R$ 429 em notas fracionadas e um iPhone 15.
À Polícia Civil, Wesley afirmou ser proprietário da adega e alegou que os entorpecentes haviam sido adquiridos para consumo próprio e de outras pessoas no local. Ele também confirmou ser o dono da arma e admitiu ter efetuado o disparo durante a partida de futebol.
No entanto, a autoridade policial entendeu que os elementos reunidos, como a quantidade de drogas, o dinheiro fracionado, a forma de acondicionamento dos entorpecentes e as circunstâncias da ocorrência, caracterizam, em tese, o crime de tráfico de drogas, além da posse irregular de arma de fogo e do disparo em via pública.
Após a lavratura do flagrante, o comerciante foi indiciado e encaminhado ao Centro de Triagem de Jacareí, onde permaneceu à disposição da Justiça. A Polícia Civil também representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, argumentando que a liberdade do investigado representa risco à ordem pública e à aplicação da lei penal.