Um recepcionista de 26 anos foi agredido por um hóspede de 42 anos dentro de hotel na região nobre de São José dos Campos, na avenida Cassiano Ricardo, no Jardim Alvorada, às 2h10 desta quinta-feira (18).
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A Polícia Militar apreendeu um canivete com vestígios de sangue. O caso foi registrado como lesão corporal e o autor foi liberado após assinar termo de compromisso.
A ocorrência foi registrada na Central de Polícia Judiciária como lesão corporal. O boletim aponta que a PM foi chamada pelo Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) para atender uma agressão dentro do hotel e encontraram sinais de desordem no local, com objetos fora do lugar, porta danificada e sangue no chão.
De acordo com o boletim, três homens chegaram ao hotel para o registro de entrada. Um deles, identificado como hóspede, estava alterado e passou a interagir de forma inadequada com o recepcionista. A situação evoluiu para ofensas, empurrões, socos e luta corporal dentro da recepção.
A vítima relatou que trabalhava no último check-in da noite no momento em que o hóspede chegou com comportamento agressivo. O recepcionista disse que o homem proferiu ofensas, apertou sua mão com força excessiva, puxou-o para perto e, depois, passou a tentar iniciar uma briga no balcão.
O recepcionista informou à polícia que sofreu lesões no tornozelo, no maxilar e na mão. Ele também declarou que recebeu socos, chutes e foi agarrado durante a confusão. O boletim aponta que o outro envolvido também apresentava sangramento na mão e lesões aparentes na face.
O documento policial informa que, após a briga, o hóspede saiu do hotel e foi até o veículo estacionado em frente ao estabelecimento. No carro, policiais localizaram um canivete de pequeno porte no assoalho, com vestígios de sangue. O objeto foi apreendido com lacre próprio.
O investigado declarou que foi buscar o canivete, mas que não chegou a usá-lo. A vítima, por sua vez, afirmou que o homem retornou com um objeto cortante, bateu na porta e no vidro da recepção e fez com que ela temesse pela própria vida.
A Polícia Civil registrou a ocorrência como flagrante na modalidade termo circunstanciado. Esse procedimento se aplica, em regra, a crimes de menor potencial ofensivo. O autor foi ouvido, assinou termo de compromisso e recebeu liberação. O caso foi enviado ao JECrim (Juizado Especial Criminal).
A liberação após assinatura do termo não significa arquivamento automático nem absolvição. O procedimento segue para análise do Juizado Especial Criminal. A vítima também foi orientada sobre o prazo de seis meses para oferecer representação criminal contra o autor, contado a partir do conhecimento da autoria.
A vítima informou que o hotel possui câmeras de segurança. O boletim, porém, registra que a gerência indicou indisponibilidade das imagens ou falha no equipamento. Os policiais militares que atenderam a ocorrência usavam câmeras corporais, de acordo com o BO.
Imagens podem ajudar a esclarecer o início da discussão, a dinâmica das agressões, a participação de outras pessoas, o deslocamento até o carro e a eventual volta do hóspede à recepção. Em locais de hospedagem, a preservação rápida de vídeos pode evitar perda de prova.
O caso segue para o Juizado Especial Criminal. A vítima pode confirmar a representação dentro do prazo legal, e a Justiça poderá avaliar audiência, composição civil, proposta de transação penal ou outras medidas cabíveis, conforme o caso concreto.