A Polícia Civil investiga a morte de uma mulher grávida e do bebê que ela esperava após suspeitas de negligência médica durante o atendimento hospitalar. O médico responsável pelo plantão chegou a ser conduzido à delegacia, mas foi liberado após os procedimentos legais.
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A vítima foi identificada como Bárbara Luana Fernandes Aleixo, de 29 anos. O caso aconteceu no dia 9 de junho, no Hospital São Francisco, em Três Marias, no Norte de Minas Gerais.
Segundo informações da ocorrência, Bárbara procurou atendimento médico após apresentar queda de pressão arterial. Com o passar das horas, o quadro clínico se agravou, exigindo atendimento considerado urgente pela equipe de saúde.
De acordo com o registro policial, o obstetra responsável pelo plantão, Higo Moreira Fonseca, teria sido acionado diversas vezes durante o período crítico. Os contatos teriam sido feitos por telefone e mensagens, inclusive por uma médica que realizou o primeiro atendimento à paciente.
Ainda conforme a apuração inicial, o profissional não foi localizado enquanto a paciente apresentava piora no estado de saúde. Ele teria chegado à unidade hospitalar apenas após a confirmação da morte da mulher.
Diante das informações levantadas, policiais civis foram até a residência do médico para ouvi-lo. Conforme o boletim de ocorrência, durante a abordagem ele teria tentado sair do local com o veículo, situação que levou um dos agentes a sacar a arma para conter a movimentação.
A Polícia Civil de Minas Gerais informou que as investigações seguem em andamento. A corporação aguarda a conclusão dos laudos periciais, o envio de documentos solicitados ao hospital e a coleta de novos depoimentos para esclarecer completamente o caso.
Em nota, a polícia informou que o investigado foi colocado em liberdade após a adoção das medidas judiciais cabíveis.
A reportagem buscou posicionamento do Hospital São Francisco e da defesa de Higo Moreira Fonseca, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações.