Thalita de Arantes Lima, São José dos Campos.
Vivian Salvador, Ilhabela.
Josima Rodrigues da Silva, Lorena.
Gabriela da Silva Campos, Jacareí.
Mariana da Costa Nascimento, Taubaté.
Ana Luiza Fonseca dos Santos, Paraibuna.
Cássia Kerolin de Souza Elias, Caraguatatuba.
Monique Helena Gabriel Teodoro, Taubaté.
Mulheres assassinadas na região por serem mulheres.
Todas mortas cruelmente por companheiros que não aceitavam o fim do relacionamento ou que elas fossem livres para decidir sobre a própria vida.
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Números da SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) mostram o aumento de 180% na quantidade de feminicídios registrados na RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) nos últimos quatro anos, comparado ao período anterior. Os casos passaram de 32 para 90.
Desde abril de 2015, quando o indicador passou a ser contabilizado pela SSP, a região acumula 137 casos de feminicídio, sendo15 deles entre 2015 e 2018, 32 de 2019 a 2022 e 90 entre 2023 e 2026, este até abril.
Na comparação dos últimos quatro anos com o período de 2015 a 2018, os casos subiram 500% na região, de 15 para 90.
O ano mais mortal até o momento foi 2023, com 41 feminicídios registrados na região, depois aparece 2025 com 30. Em 2026, até 21 de abril, a SSP contabiliza 14 mortes de mulheres na região em casos de feminicídio.
Os feminicídios começaram a ser registrados oficialmente no Brasil em 2015, com a sanção da Lei nº 13.104 (conhecida como Lei do Feminicídio). A legislação alterou o Código Penal para incluir o assassinato de mulheres por razões de violência doméstica, familiar ou discriminação de gênero como uma qualificadora do crime de homicídio.
Nos últimos quatro anos, a região contabiliza uma mulher morta em caso de feminicídio a cada 15 dias. Com 14 mortes em quatro meses, o ano de 2026 tem média de 3,5 ocorrências por mês, superando 2023, o ano mais mortal, que teve 3,4 casos de feminicídio por mês.
Aos 41 anos, a motorista de ônibus Thalita de Arantes Lima foi encontrada morta dentro de casa, em São José dos Campos, na noite de 4 de maio. Ela tinha 13 lesões por arma branca no corpo.
Ex-companheiro dela, Wesley Sousa Ribeiro, 31 anos, foi preso e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, após acusação do Ministério Público. Ele se tornou réu por feminicídio e continuará preso preventivamente.
Thalita de Arantes Lima
Vivian Salvador, moradora do bairro Itaquanduba, em Ilhabela, morreu no dia 9 de junho. O caso é tratado como suspeita de feminicídio e teria relação com uma ocorrência de violência doméstica registrada anteriormente pela Polícia Militar, em abril.
Na ocasião, um homem de 31 anos foi preso no bairro Itaquanduba, após a vítima relatar ter sido agredida pelo companheiro.
Vivian Salvador
Na noite de 19 de abril, Josima Rodrigues da Silva, 34 anos, foi morta a facadas no bairro Vila Hepacaré, em Lorena. Ela tinha uma medida protetiva decretada contra o ex-companheiro, preso pelo crime.
Josima foi atingida por diversos golpes de faca em plena via pública, na porta da casa dela, e não resistiu aos ferimentos, morrendo ainda no local. O atual namorado dela ainda foi ferido pelo agressor.
Josima Rodrigues da Silva
Em fevereiro deste ano, Cássia Kerolin de Souza Elias, 27 anos, foi morta em Caraguatatuba. O namorado André Luiz Apolinário foi preso pelo crime. Ele se tornou réu após a Justiça aceitar a denúncia contra ele, que responderá por feminicídio qualificado e ocultação de cadáver.
André foi preso temporariamente no dia seguinte ao corpo de Cássia ser encontrado enterrado dentro de um barraco de madeira.
Cássia Kerolin de Souza Elias
Ana Luiza Fonseca dos Santos, 58 anos, foi morta em Paraibuna em 16 de fevereiro. Ela foi encontrada na residência, atingida por ao menos nove facadas. O companheiro dela, João Lenon Alves dos Santos, 34 anos, foi preso e confessou o crime. Ele estava foragido.
A prisão aconteceu duas semanas após o crime, depois de série de investigações que, segundo a Polícia Civil, somaram mais de 2 mil quilômetros percorridos pelas equipes.
Ana Luiza Fonseca dos Santos
Monique Helena Gabriel Teodoro, 36 anos, foi morta a golpes de faca dentro de um hotel em Taubaté, em 4 de janeiro. Sthephan Johansson Marciano, 40 anos, foi detido como principal suspeito do crime. Ele será julgado pelo Tribunal do Júri.
Em depoimento à polícia, o homem afirmou ter cometido o assassinato por ciúmes, após suspeitar de uma possível traição da companheira.
Monique Helena Gabriel Teodoro
Em Jacareí, em julho de 2025, Giovana Silva de Oliveira, 18 anos, foi estrangulada e morta. O corpo dela foi encontrado em uma área de mata às margens do Rio Paraíba.
Gabriel da Silva Campos, 22 anos, se entregou à polícia e confessou ter matado a ex-companheira após um golpe de mata-leão.
Na tentativa de simular um sequestro, ele retirou parte das roupas de Giovana, deixando o corpo parcialmente despido, e arrastou o cadáver por cerca de 30 metros para dentro da mata, buscando ocultá-lo.
O corpo de Giovana foi encontrado em uma área de mata às margens do Rio Paraíba após o autor se entregar à Polícia Militar por temer ser linchado.
Giovana Silva de Oliveira
Em 8 de junho do ano passado, o corpo de Mariana da Costa Nascimento, 28 anos, foi encontrado três dias após seu desaparecimento, em uma propriedade rural onde o ex-namorado, Luiz Felipe, trabalhava como caseiro.
A vítima estava enterrada em uma cacimba, juntamente com objetos pessoais, como um par de botas e o celular, que foi localizado enrolado em uma sacola.
O suspeito foi preso em flagrante por ocultação de cadáver. Segundo a polícia, ele inicialmente negou envolvimento, mas acabou confessando o local onde enterrou o corpo, após pressão dos investigadores e da família.
Mariana da Costa Nascimento