A dor da perda tomou conta das redes sociais nesta segunda-feira (15). A mãe de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, usou a internet para prestar uma homenagem emocionante à filha, que morreu após ser lançada de uma ponte sem estar presa às cordas durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo. "Só hoje eu quis te abraçar mais de mil vezes", escreveu a mãe da jovem.
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Em uma publicação que comoveu familiares, amigos e internautas, Valdenia Rodrigues desabafou sobre a perda da filha.
"Minha filha amada, só hoje eu quis te abraçar mais de mil vezes. Como está me doendo sua partida. Te amo eternamente, minha princesa", escreveu.
A mensagem foi publicada dois dias após a tragédia que tirou a vida da jovem durante um salto realizado na chamada Ponte do Esqueleto, em Limeira.
A publicação recebeu centenas de manifestações de solidariedade e apoio à família.
Moradora de Jandira, na Grande São Paulo, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas tinha 21 anos e era formada em Educação Física e Gestão Esportiva.
Nas redes sociais, compartilhava registros de viagens, trilhas, esportes e atividades ao ar livre, demonstrando a paixão pela natureza e pela prática esportiva.
Horas antes do acidente, a jovem publicou imagens do local onde participaria da atividade e chegou a brincar com os seguidores.
"Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?", escreveu em uma postagem.
Maria Eduarda participava de uma atividade de rope jump, modalidade de esporte radical em que a pessoa salta de grandes alturas presa a um sistema de cordas de segurança.
Entretanto, imagens que circulam nas redes sociais mostram que a jovem foi lançada da ponte sem estar conectada ao equipamento de proteção.
Ela caiu de uma altura estimada entre 27 e 40 metros e sofreu múltiplos traumatismos. A morte foi constatada ainda no local.
O caso ocorreu na Ponte do Esqueleto, estrutura conhecida por atrair praticantes de esportes radicais na região de Limeira.
A Polícia Civil indiciou três homens por homicídio com dolo eventual, quando há entendimento de que os envolvidos assumiram o risco de provocar a morte.
Os investigados foram identificados como Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos.
Segundo a investigação, os três aparecem nas imagens que registraram o momento da atividade e teriam participado diretamente da organização do salto.
Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante dos suspeitos em prisão preventiva.
As investigações apontam que o evento reunia cerca de 100 participantes e seria promovido por um grupo informal, sem registro de empresa especializada e sem autorização legal para a realização da atividade.
A Polícia Civil apura as responsabilidades dos envolvidos e as condições de segurança adotadas no local.
O caso segue sob investigação.