O prefeito de Taubaté, Sérgio Victor (Novo), disse que a greve dos servidores municipais vem sendo usada por “movimentos políticos” como forma de “antecipar a eleição”. Ele vê articulação política de oposição usar a paralisação para desestabilizar seu governo.
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“Sobre o movimento político, basta olhar quem está pagando o caminhão, basta olhar a bandeira partidária. Tem o meu partido escrito? Não faz o menor sentido”, disse Sérgio nesta sexta-feira (12), durante apresentação das contas da Prefeitura.
“Estão antecipando o período eleitoral para agora, estão fazendo até de palco. Infelizmente, muita gente está sendo usada nesse caminho.”
O mandatário também afirmou que a greve dos servidores municipais afeta os serviços públicos na cidade e prejudica a população. A paralisação do funcionalismo começou no último dia 2 e segue sem data para terminar.
Segundo o Palácio do Bom Conselho, o município chegou ao limite do que pode oferecer de reajuste em razão das dificuldades financeiras da Prefeitura.
“Está sendo muito afetado no posto de saúde, em especial no posto de saúde, nos postos de atendimento social e nas escolas. É difícil mensurar o impacto, mas eles [servidores] não estão cumprindo nem de perto os 70% obrigatórios [por determinação da Justiça]”, disse o prefeito.
Sérgio admitiu que o pedido de reajuste “é um direito legítimo que eu concordo”. Afirmou que a Prefeitura está “trabalhando para atender ainda mais”, mas acrescentou que o município chegou ao limite do que pode oferecer de aumento aos funcionários.
“É impossível a gente conseguir atender dada a situação financeira. A gente fez uma oferta do reforço no vale-alimentação agora e um percentual no começo do ano que vem”, completou.
Questionado por OVALE sobre quem são esses “movimentos políticos” que estariam usando a greve, Sérgio disse que são partidos políticos “especificamente de esquerda, alguns que dizem de direita, mas também a gente não sabe de que lado está”.
A principal reivindicação da categoria é um reajuste de 9,43% nos salários, percentual bem acima da proposta da Prefeitura, de 2,5% -- percentual que seria aplicado somente a partir de 2027, sendo 1% na folha de janeiro e o restante na folha de março.
Além do reajuste salarial, a Prefeitura enviou à Câmara o projeto que aumenta o vale-alimentação de R$ 502,50 para R$ 844,56 a partir de setembro desse ano.
Segundo o prefeito de Taubaté, o município chegou ao limite do que pode oferecer de reajuste em razão das dificuldades financeiras da Prefeitura.
Na próxima segunda-feira (15), por iniciativa do Tribunal de Justiça, está marcada uma audiência de conciliação entre a Prefeitura e o sindicato. A Justiça também determinou que 70% dos funcionários permanecessem em atividade, para garantir a continuidade dos serviços essenciais, sob pena de multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento. O sindicato, no entanto, foi notificado somente no dia 8.
Em nota, o Sindicato dos Servidores Municipais de Taubaté afirmou que a categoria rejeitou a proposta da Prefeitura e que a greve vai continuar.
“O Sindserv Taubaté reafirma que a categoria segue mobilizada em defesa de suas reivindicações e continuará buscando avanços nas negociações, mantendo os servidores informados sobre os próximos encaminhamentos do movimento”, informou a entidade.