Trabalhadores da Urbam (Urbanizadora Municipal) se reúnem em assembleia para deliberar sobre o futuro das mobilizações iniciadas em abril de 2026. O encontro acontece a partir das 7h desta quarta-feira (10), em frente à empresa, após a segunda audiência, realizada na terça-feira (9), não resultar em conciliação. A votação decidirá entre o encerramento e a prorrogação do estado de greve e a retomada das paralisações.
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A greve havia sido iniciada em 13 de abril e suspensa após 10 dias, fruto de uma negociação no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), em Campinas.
Na ocasião, a Urbam apresentou um estudo de impacto financeiro, justificando o índice de correção no vale-transporte, vale-refeição e salários. No entanto, a contraproposta foi rejeitada e classificada pelo sindicato como "esdrúxula".
A OVALE, Marcelo Ribeiro, presidente do SEAAC (Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio), informou a ausência de consenso na última audiência e transferência da decisão final para o Pleno Tribunal.
"Não houve acordo no tribunal. A empresa dobra a aposta e quer ver os trabalhadores revoltados. A proposta sempre é muito ruim", afirmou Ribeiro. "O que foi decidido pelo desembargador é que vai para julgamento. Vai ser julgado pelo Pleno. Então, ou seja, os 15 desembargadores vão decidir o que o relator colocar a respeito dessa greve."
Por se tratar de um dissídio de greve, o processo segue o rito sumaríssimo, o que significa que a tramitação e o julgamento tendem a ser mais rápidos. Contudo, o sindicato ressalta que ainda não há uma data definida para a sessão, nem a indicação de quem será o magistrado relator do caso.
A categoria reivindica melhorias significativas, incluindo a progressão salarial, ajustes na escala de trabalho, alterações no convênio médico e o pagamento de adicional de insalubridade para as equipes de limpeza urbana.
Na assembleia desta manhã, os trabalhadores avaliarão se aguardam o julgamento do tribunal com as atividades normais ou se voltam a cruzar os braços.
"Vamos definir com os trabalhadores se a gente vai esperar mais um tempo com a greve suspensa, se vamos voltar a paralisar os locais de trabalho, ou se temos alguma outra saída. "Infelizmente, a empresa está brincando com o direito dos trabalhadores", concluiu o presidente do SEAAC.
No primeiro período de greve, cerca de 500 colaboradores aderiram ao movimento. Procurada pela reportagem, a Urbam ainda não se posicionou publicamente sobre o teor das propostas ou o resultado da audiência.