A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito sobre a morte do empresário Cristiano Barbosa da Silva, de 50 anos, e apontou que o crime foi planejado por pessoas próximas à vítima. Segundo as investigações, a motivação teria sido financeira, envolvendo o roubo de dinheiro e o interesse em um seguro de vida no valor de R$ 200 mil.
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Cristiano era proprietário de uma hamburgueria e desapareceu na madrugada de 20 de abril. O corpo foi localizado em 15 de maio, com sinais de asfixia, em uma área da Estrada do Gaia, em Sabará.
De acordo com a Polícia Civil, dois amigos da vítima teriam planejado a ação no dia anterior ao desaparecimento. Um dos suspeitos acreditava que Cristiano mantinha um relacionamento com sua ex-companheira e tinha conhecimento de que ele havia recebido cerca de R$ 40 mil pela venda de uma motocicleta. O outro investigado, amigo de longa data, teria interesse em receber um seguro de vida relacionado a uma dívida existente entre ambos.
As apurações indicam que, por volta de 0h25 do dia 20 de abril, o empresário foi rendido na residência onde também funcionava sua hamburgueria. Em seguida, foi amordaçado e colocado no porta-malas do próprio veículo.
Segundo a investigação, os suspeitos permaneceram por cerca de nove horas circulando por cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Durante esse período, conseguiram acessar as contas bancárias da vítima por meio de reconhecimento facial e realizar transferências que somaram R$ 40 mil.
Após a movimentação financeira, os envolvidos teriam decidido matar o empresário. O corpo foi abandonado posteriormente na área rural onde acabou sendo encontrado.
A investigação também revelou que a filha de Cristiano, de 9 anos, foi levada pelos criminosos durante a ação. Conforme a Polícia Civil, a criança foi retirada de casa enquanto dormia, sofreu agressões, recebeu ameaças e presenciou parte dos acontecimentos. Ela foi entregue à mãe na manhã do mesmo dia.
Até o momento, três suspeitos foram presos. Dois deles admitiram participação parcial no crime durante os depoimentos. Um adolescente de 15 anos, apontado como integrante do grupo, segue foragido.
Segundo a Polícia Civil, o caso exigiu uma investigação extensa devido à quantidade de envolvidos e à dinâmica dos fatos apurados.