06 de junho de 2026
CRIME

Homem esquartejado pode ter sido vítima de ritual, diz polícia

Por Da Redação | Amparo (SP)
| Tempo de leitura: 2 min
Polícia Civil/Divulgação
Homem esquartejado pode ter sido vítima de ritual, diz polícia

Novos elementos reunidos pela Polícia Civil reforçam a hipótese de que a morte de Kaio Paulo Leite possa ter relação com práticas ritualísticas. Entre as evidências analisadas pelos investigadores estão vestígios de sangue identificados por meio de exame de luminol em uma estrutura semelhante a um altar encontrada durante as apurações.

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O crime ocorreu em Amparo, no interior de São Paulo. Kaio foi assassinado no dia 23 de maio, teve o corpo esquartejado e partes dos restos mortais foram abandonadas em diferentes pontos da cidade.

Durante as investigações, policiais apreenderam facas, canivetes, um livro de conteúdo ritualístico e outros objetos na residência de Beatriz Jacinto, suspeita de envolvimento no caso. Ela foi presa juntamente com o namorado, Lucas Eduardo.

Segundo o delegado Sandro Montanari Ramos, os agentes localizaram no imóvel um espaço utilizado para práticas de veneração considerado incomum. O material recolhido passou a integrar a investigação e está sendo submetido à análise pericial.

De acordo com o delegado, o livro encontrado na casa da suspeita apresenta conteúdo relacionado a rituais e será examinado para verificar eventual ligação com o crime. O investigador destacou ainda que a obra já teria sido mencionada em outras investigações criminais de grande repercussão.

A polícia apurou, até o momento, que Beatriz e Lucas participavam de rituais realizados em cemitérios da cidade. A suspeita de sacrifício de animais também é investigada, embora ainda não existam provas que confirmem essa prática.

As investigações apontam que Kaio e Beatriz, apesar do parentesco, tiveram um relacionamento consensual no passado e mantiveram contato após o término. Posteriormente, a mulher iniciou um relacionamento com Lucas, que também passou a ser alvo das apurações.

Em depoimento, Lucas alegou ter agido em legítima defesa. Segundo sua versão, a motivação estaria relacionada a supostos episódios de assédio que teriam sido praticados pela vítima contra Beatriz ao longo de vários anos.

A Polícia Civil trabalha para esclarecer se o crime foi planejado previamente pelo casal ou se ocorreu de forma circunstancial. Apesar das novas descobertas, os investigadores afirmam que outras linhas de apuração continuam sendo analisadas e nenhuma hipótese foi descartada até o momento.