05 de junho de 2026
ERAM AMANTES

Americano pega prisão perpétua por matar esposa com babá do Vale

Por Da redação | Jacareí
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução

O ex-agente da Receita Federal dos Estados Unidos Brendan Banfield foi condenado nesta sexta-feira (5) à prisão perpétua pelo assassinato da esposa, Christine Banfield, e de Joseph Ryan, em um caso que chocou o país e teve como personagem central a brasileira Juliana Peres Magalhães, natural de Jacareí.

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A sentença foi proferida pela Justiça americana após um julgamento que revelou detalhes de uma trama envolvendo traição, assassinato e um plano para eliminar a esposa de Banfield. Segundo a acusação, o americano contou com a participação da babá brasileira da família para executar o crime.

De acordo com informações da CNN Internacional, Banfield foi condenado por homicídio duplo, crimes relacionados ao uso de armas de fogo e por colocar uma criança em situação de risco, já que sua filha de apenas dois anos estava na residência no momento dos assassinatos.

Depoimento da brasileira foi decisivo

A condenação do americano ocorreu poucos meses após Juliana Peres Magalhães receber pena de 10 anos de prisão por sua participação no caso.

Em fevereiro deste ano, a moradora de Jacareí admitiu culpa por homicídio culposo pela morte de Joseph Ryan e fechou um acordo com a Promotoria americana.

Como parte do acordo, Juliana concordou em colaborar com as investigações e testemunhar contra Brendan Banfield.

Durante seu depoimento, ela descreveu o relacionamento amoroso que mantinha com o patrão e relatou detalhes do suposto plano elaborado pelos dois para se livrar de Christine Banfield.

A Promotoria considerou o testemunho da brasileira uma das principais provas que levaram à condenação do ex-agente federal.

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Crime chocou os Estados Unidos

O caso ocorreu em fevereiro de 2023, na região de Frying Pan, no Condado de Fairfax, no estado da Virgínia. Na época, Juliana trabalhava como babá do filho do casal.

Segundo as investigações, Banfield e Juliana mantinham um relacionamento extraconjugal. A acusação sustentou que os dois criaram um perfil falso em uma plataforma voltada a fetiches sexuais para atrair Joseph Ryan até a residência da família.

Durante o julgamento, veio à tona a versão de que Ryan foi atraído para a casa como parte do plano criminoso.

Segundo o depoimento prestado por Juliana, Banfield atirou contra Ryan e matou a própria esposa a facadas dentro da residência. A brasileira afirmou ainda que efetuou um disparo contra Ryan ao perceber que ele continuava vivo após os primeiros ataques.

Acordo reduziu pena da babá

Inicialmente, Juliana corria o risco de ser condenada a até 40 anos de prisão. Após meses sem colaborar com as investigações, ela mudou sua versão dos fatos, fechou acordo com a Promotoria e passou a fornecer informações sobre a participação de Banfield.

Em troca, teve a acusação reduzida para homicídio culposo.

Mesmo com a recomendação da Promotoria para que fosse considerada a pena já cumprida, a juíza Penney S. Azcarate decidiu aplicar a pena máxima prevista no acordo: 10 anos de prisão. Durante a audiência, a brasileira pediu desculpas às famílias das vítimas.

"Sei que meu remorso não trará paz a vocês. Me perdi em um relacionamento e deixei meus valores e princípios para trás", declarou.

Romance proibido e mudança de versão

O julgamento revelou fotografias íntimas do casal, trocas de mensagens e registros que indicariam planejamento prévio dos assassinatos.

Segundo a acusação, Juliana e Banfield chegaram a frequentar estandes de tiro meses antes do crime.

Após a prisão, a brasileira chegou a escrever cartas assumindo a responsabilidade pelos fatos para proteger o amante. Mais tarde, porém, mudou sua versão e passou a afirmar que Banfield planejou os assassinatos para encerrar o casamento sem enfrentar perdas financeiras em um eventual divórcio.

A nova versão apresentada por Juliana foi aceita pelos investigadores e acabou se tornando uma das bases da acusação que resultou na condenação definitiva de Brendan Banfield à prisão perpétua.