04 de junho de 2026
TIROU A PRÓPRIA VIDA

Ex-prefeito mata esposa em reunião para assinar divórcio

Por Da redação | Brasil
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução

Um encontro que deveria encerrar oficialmente um casamento terminou em tragédia na tarde desta quarta-feira (3), em Ourilândia do Norte, no sul do Pará.

O vereador e ex-prefeito da cidade, Romildo Veloso e Silva, de 69 anos, matou a ex-esposa, Lucicleia Alves Veloso, conhecida como Leia, durante uma reunião para assinatura do divórcio em um escritório de advocacia. Em seguida, ele tirou a própria vida.

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O caso provocou forte comoção no município e repercussão em todo o estado devido à trajetória política de Romildo, que governou a cidade por quatro mandatos e atualmente exercia o cargo de vereador.

De acordo com informações preliminares da Polícia Civil, o ex-casal participava de uma reunião para tratar da formalização da separação e da divisão de bens. Durante o encontro, Romildo teria pedido para conversar sozinho com a ex-esposa. Pouco depois, testemunhas ouviram disparos.

Equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica foram acionadas e encontraram Lucicleia gravemente ferida por tiros. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. Romildo morreu no local.

Investigação apura motivação do crime

As primeiras informações apontam que o ex-prefeito não aceitava o fim do relacionamento. No entanto, a motivação do crime ainda será investigada oficialmente pela Polícia Civil.

Peritos estiveram no escritório de advocacia para coletar evidências e reconstruir a dinâmica dos acontecimentos. Testemunhas que participavam da reunião deverão prestar depoimento nos próximos dias.

A polícia instaurou inquérito para apurar todas as circunstâncias do caso, incluindo a origem da arma utilizada e os detalhes que antecederam o crime.

Quem era Romildo Veloso

Romildo Veloso e Silva era uma das figuras políticas mais conhecidas de Ourilândia do Norte. Ele comandou a prefeitura por quatro mandatos e, atualmente, ocupava uma cadeira na Câmara Municipal como vereador.

A morte do político e da ex-esposa gerou intensa repercussão nas redes sociais e entre moradores da cidade, que ficaram chocados com a violência registrada durante uma reunião que tinha como objetivo encerrar oficialmente o processo de separação.

Caso é tratado como feminicídio

Pelas circunstâncias iniciais, o caso é tratado pelas autoridades como feminicídio seguido de suicídio. A tipificação definitiva, entretanto, dependerá da conclusão das investigações e dos laudos periciais.