Um suposto caso de sequestro em Jacareí mobilizou a Polícia Civil depois que o marido de uma jovem de 19 anos procurou o plantão policial. Ele informou ter recebido uma ligação de pessoas que diziam estar com ela e exigiam R$ 30 mil. O caso teria começado na região do bairro Villa Branca e terminou com os suspeitos se apresentando espontaneamente à CPJ (Central de Polícia Judiciária) de São José dos Campos.
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De acordo com as informações iniciais da investigação, a Polícia Civil iniciou diligências logo após a comunicação feita no plantão de Jacareí. Durante as primeiras apurações, os policiais levantaram registros anteriores em que a jovem apareceria como autora em boletins de ocorrência de estelionato, o que passou a ser considerado na análise da veracidade e da motivação do caso.
Em entrevista informal, o marido teria relatado que é casado com a jovem há cerca de seis meses e que havia decidido pedir o divórcio depois de tomar conhecimento de ocorrências envolvendo suspeitas de golpes.
O suposto sequestro em Jacareí passou a ser investigado pelos policiais civis de Jacareí também sob a hipótese de relação com uma negociação de veículo.
Segundo as informações iniciais, o marido relatou que a jovem estava apreensiva ao longo do dia. Durante as apurações, surgiu a informação de que a jovem teria vendido um veículo por R$ 30 mil.
O problema, conforme a linha inicial da investigação, é que o veículo negociado não pertenceria à jovem. As pessoas lesadas nessa venda seriam, em tese, as mesmas que a teriam levado no bairro Villa Branca.
Após receber a informação de que a jovem teria sido levada por ocupantes de um veículo aparentando ser um Peugeot vermelho, os policiais buscaram imagens de câmeras de monitoramento.
Com base nas imagens, a Polícia Civil teria levantado a placa do carro e verificado que o veículo circulava por São José dos Campos.
Ao perceber que havia policiais no encalço, os suspeitos teriam decidido se apresentar espontaneamente em uma unidade policial de São José dos Campos. Depois da apresentação dos envolvidos, a ocorrência foi encaminhada à CPJ de São José.
Os suspeitos teriam relatado à Polícia Civil o motivo da ação, relacionado à suposta venda irregular do veículo. A autoridade policial deve avaliar se houve crime de sequestro, extorsão, exercício arbitrário das próprias razões, estelionato ou outros delitos.
Até a publicação desta matéria, não havia informação oficial sobre prisão em flagrante, fiança ou eventual liberação dos envolvidos.
O valor exigido na ligação recebida pelo marido foi de R$ 30 mil, segundo o relato levado ao plantão policial. Esse valor coincide com a quantia que teria sido obtida na negociação do veículo. Essa coincidência passou a ser um dos pontos observados pela investigação.
A Polícia Civil deverá analisar mensagens, ligações, imagens de câmeras, relatos das partes e documentos ligados à venda do carro.