Está prevista para começar nessa terça-feira (2) a greve dos servidores municipais de Taubaté. O sindicato da categoria deve promover dois atos: um às 7h, na porta da Prefeitura, e outro às 16h, na Câmara, durante a sessão ordinária.
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O início da greve foi aprovado em assembleia realizada na última quinta-feira (28). Os servidores já estavam em estado de greve desde o último dia 15, após duas reuniões entre sindicato e Prefeitura terminarem sem acordo, nos dias 15 e 22.
A Prefeitura afirmou nessa segunda-feira (1º) que "acompanha com responsabilidade o movimento de greve" e que cobra do Sindicato dos Servidores "os documentos necessários para legalidade do processo, incluindo a lista serviços que podem ser afetados".
A administração municipal informou ainda que "os dias não trabalhados em virtude de greve são objeto de desconto nos vencimentos" e que "os servidores que não desejarem aderir ao processo poderão atuar normalmente".
A Prefeitura afirmou também que "adotou e vem adotando medidas administrativas para buscar a continuidade dos serviços, especialmente nas áreas essenciais", que fez proposta "de reajuste do vale-alimentação de todos os servidores, de R$ 502,50 para R$ 844,50 a partir de setembro" (leia mais abaixo), e que "as divergências atuais" com o sindicato "são econômicas, diante da delicada situação fiscal e financeira do município".
A Prefeitura concluiu que "reafirma seu respeito ao direito constitucional de greve e informa que mantém aberto o diálogo com as entidades representativas dos servidores".
Nas duas reuniões realizadas em maio, a entidade sindical apresentou uma pauta de reivindicações, mas o município não fez uma contraproposta - o pedido da Prefeitura era de que as negociações fossem suspensas agora e retomadas somente em julho.
A carta de reivindicações do sindicato soma nove itens:
A Prefeitura alega que, "por responsabilidade fiscal e financeira, não consegue atender o pleito em razão da realidade econômica do município", e que "todas essas demandas, somadas, gerariam um impacto de aproximadamente R$ 200 milhões por ano no caixa da Prefeitura, que hoje encontra-se em delicada situação fiscal e com uma dívida aproximada de R$ 1 bilhão".
Já o sindicato afirma que a principal reivindicação da categoria é a revisão da inflação. E que, se esse ponto for atendido, outros itens da proposta podem ficar para futuras negociações.
A data-base do funcionalismo em Taubaté é o mês de maio. Em 2025, no primeiro ano da gestão do prefeito Sérgio Victor (Novo), já não houve revisão geral nos vencimentos.
Horas antes do início da assembleia da última quinta-feira, a Prefeitura anunciou que iria "enviar ao Legislativo um projeto de lei que propõe aumento do vale-alimentação dos servidores municipais, que passaria dos atuais R$ 502,50 para R$ 844,56 mensais, a partir de setembro deste ano". O texto deve seguir para a Câmara nessa terça-feira.
Segundo a Prefeitura, "o impacto financeiro estimado da medida será de aproximadamente R$ 9,16 milhões na folha salarial anual de 2026 e de cerca de R$ 27,5 milhões ao longo dos 12 meses de 2027".
A Prefeitura alegou ainda que "a decisão busca reconhecer a importância do funcionalismo público para o atendimento da população, sem comprometer a capacidade financeira do município e a manutenção dos serviços essenciais".