A angustiante busca pelo jovem Dheorge Pereira Bernardino, de 26 anos, que já durava oito dias no Litoral Norte, ganhou um desfecho doloroso nesta segunda-feira (1º).
Após um corpo ser localizado nas proximidades da Ilha de Búzios, em Ilhabela, a irmã do rapaz usou as redes sociais para confirmar a localização do irmão, mas revelou um detalhe complexo sobre os procedimentos periciais.
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Em um forte e emocionado desabafo, ela compartilhou a dor de receber a notícia que a família tanto tentou evitar nas últimas semanas.
"Com o coração partido, comunico que meu irmão foi encontrado. Infelizmente, devido ao estado em que se encontra, a confirmação oficial ainda dependerá de exames de DNA e arcada dentária", escreveu a irmã em sua publicação mais recente.
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Mesmo diante do cenário trágico, a familiar buscou amparo na fé e no amor de sua filha para conseguir enfrentar o luto.
"Sei que Deus vai me dar forças para suportar tudo isso, especialmente porque tenho uma menininha de 1 ano que precisa de mim e que ele amava demais. Agradeço a todos pelas mensagens de apoio", completou, encerrando as postagens anteriores onde dizia que "não terminou como a gente queria, com ele vivo, mas Deus deu a oportunidade da gente se despedir".
A informação trazida pela irmã evidencia o impacto do tempo de exposição ao mar aberto sobre o corpo. Como o cadáver foi encontrado após mais de uma semana do acidente, a Polícia Científica precisará recorrer a métodos científicos avançados -- cruzamento de dados genéticos (DNA) e análise de registros odontológicos (arcada dentária) -- para emitir o laudo de identificação oficial e liberar o corpo para o sepultamento.
O corpo foi retirado do mar na tarde desta segunda-feira pelas equipes de salvamento exatamente no perímetro da Ilha de Búzios, área onde as buscas estavam concentradas e local próximo de onde o colete salva-vidas da vítima havia sido achado dias atrás.
Dheorge desapareceu no domingo retrasado, dia 24 de maio, após sair para um passeio de moto aquática nas águas da Praia da Ponta das Canas, em Ilhabela. O veículo sofreu uma pane mecânica e acabou arrastado por fortes correntes em direção ao mar aberto.
O caso comoveu o país inteiro após o resgate milagroso de Bruna Damaris Sant'anna da Silva, de 26 anos, que estava na garupa do veículo. Ela conseguiu sobreviver e foi resgatada por pescadores após passar cerca de 42 horas à deriva em alto-mar. Bruna relatou posteriormente que os dois lutaram juntos contra as ondas antes de serem separados pelas condições extremas do oceano.
A megaoperação de buscas mobilizou o GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimo), a Marinha do Brasil, a Força Aérea Brasileira (FAB) e o helicóptero Águia da Polícia Militar.