São José dos Campos é a cidade mais segura do país entre municípios acima de 500 mil habitantes. É o que mostra levantamento do Atlas da Violência 2026, estudo realizado anualmente pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
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A cidade tem a menor taxa de homicídios estimados do país entre municípios com mais de 500 mil habitantes: 5,9 casos por 100 mil. O dado refere-se ao ano de 2024. Em São José, o Atlas da Violência informa 34 homicídios registrados e 9 ocultos, com 43 estimados.
“Homicídio oculto” é como o Atlas da Violência classifica as MVCI (Mortes Violentas por Causa Indeterminada), que aumentaram nos últimos anos, o que “prejudica a análise sobre as mortes violentas perpetradas de maneira intencional”, segundo a pesquisa.
A segunda cidade entre as maiores brasileiras com a menor taxa de homicídios também é paulista: São Bernardo do Campo, com 7,4.
Depois aparecem Ribeirão Preto (SP), com 7,8, Joinville (SC), com 8,1, Juiz de Fora (MG), com 8,7, Florianópolis (SC), com 9,7, Sorocaba (SP), com 10,2, Distrito Federal (DF), com 10,9, Uberlândia (MG) com 11,5 e Guarulhos (SP), com 12.
O Brasil possui 48 municípios com mais de 500 mil habitantes, segundo números consolidados nos levantamentos populacionais do IBGE.
Na lista dos 336 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, São José dos Campos é a 15ª mais segura do país.
O município do Vale do Paraíba está no grupo das 13 cidades paulistas entre as 20 com a menor taxa de homicídios do país.
A primeira colocação paulista é de Santa Bárbara d’Oeste, em 3º lugar geral, com 3,2 homicídios por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem Bragança Paulista (3,8), Itatiba (4,0), Birigui (4,1), Atibaia (4,8) e Votuporanga (5,0).
A capital paulista aparece na 119ª posição, com taxa de 15,3, abaixo da média nacional municipal de 20.
No geral, os 20 municípios com mais de 100 mil habitantes e menores taxas em 2024 estavam integralmente concentrados no Sudeste e no Sul: foram 15 municípios do Sudeste e 5 do Sul.
Os menores valores foram observados em Jaraguá do Sul (SC), com taxa de 2,0 homicídios por 100 mil habitantes, Brusque (SC), com 2,6, Santa Bárbara d’Oeste (SP), com 3,2, Lavras (MG), com 3,6, e Bragança Paulista (SP), com 3,8.
Pindamonhangaba é a cidade com a maior taxa de homicídios entre os municípios paulistas, segundo o levantamento. A cidade do Vale aparece com taxa de 27,9, fruto de 29 homicídios registrados e 19 ocultos, com 48 estimados.
Em 2024, havia 336 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes. Nesse conjunto, segundo o Atlas da Violência, as taxas de homicídio estimado variaram de 2,0 a 87,2 por 100 mil habitantes.
Ao todo, 46 municípios exibiram taxas acima de 40 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto 62 ficaram abaixo de 10 por 100 mil. Além disso, 194 municípios apresentaram taxas inferiores à referência nacional de 23,4 homicídios por 100 mil habitantes.
O ranking dos municípios com mais de 100 mil habitantes e maior letalidade em 2024 revela forte concentração regional. Entre os 20 mais violentos, 17 estavam no Nordeste, 2 no Norte e 1 no Centro-Oeste.
No topo da lista apareceram Maranguape (CE), com taxa de 87,2 homicídios por 100 mil habitantes, Jequié (BA), com 79,4, Maracanaú (CE), com 74,1, Itapipoca (CE), com 74,0, e Caucaia (CE), com 72,9. A Bahia sozinha respondeu por 10 municípios entre os 20 de maior taxa, ao passo que o Ceará contribuiu com cinco.
Em média, a taxa dos 20 municípios mais violentos foi aproximadamente 64,7 homicídios por 100 mil habitantes, ao passo que a dos 20 menos violentos ficou em torno de 4,9.
“A diferença de cerca de 13,2 vezes entre os extremos revela a heterogeneidade da violência no país. Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, a diferença na prevalência de homicídios entre o grupo dos mais violentos e dos menos é equivalente à diferença das taxas de homicídio entre o Brasil e a Europa”, avaliou a pesquisa.