Um adolescente de 17 anos foi morto a tiros em Lorena, na noite de terça-feira (26), durante ataque a tiros na rua Bispo César D’Agorso, na Cidade Industrial. Uma mulher de 34 anos foi atingida na perna.
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A vítima fatal foi identificada como Kaluan Everton dos Santos Augusto Valério. Ele não resistiu aos ferimentos após ser baleado. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio consumado e homicídio tentado.
A autoria é desconhecida. Até o registro do boletim de ocorrência, ninguém havia informado à polícia a identidade do autor ou a motivação do crime.
Segundo o registro, policiais militares foram acionados via Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) para atender uma ocorrência de disparo de arma de fogo. Depois, tomaram conhecimento de que se tratava de homicídio.
No local, os policiais encontraram Kaluan alvejado por disparos de arma de fogo. Diversos populares estavam na via, incluindo a mãe e o irmão do adolescente. Mesmo assim, ninguém soube informar quem teria atirado nem por qual motivo.
O serviço de resgate foi acionado e Kaluan chegou a ser socorrido. No entanto, ele não resistiu aos ferimentos e morreu.
A ocorrência foi registrada como homicídio consumado em relação ao adolescente e homicídio tentado em relação à mulher ferida. O boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Polícia de Lorena.
Após a remoção da vítima fatal, a mulher procurou a equipe policial e informou que também havia sido atingida de raspão na perna. O Samu foi acionado e a encaminhou para atendimento em unidade hospitalar.
Segundo o BO, ela mora em frente ao local onde ocorreram os disparos e estava chegando à residência no momento dos fatos.
A mulher disse aos policiais que não viu o autor dos disparos. Ela relatou ter ouvido o barulho de uma motocicleta e, em seguida, os tiros.
Os policiais militares informaram que não souberam dizer se as vítimas se conheciam. Depois, a mãe de Kaluan disse no plantão policial que a mulher era amiga da família e que o filho costumava frequentar a residência dela.
O boletim registra que há uma câmera de monitoramento instalada do outro lado da via. A imagem pode ser importante para a Polícia Civil tentar identificar a movimentação antes e depois dos disparos.
A perícia técnica foi dispensada porque o local não estava preservado. Segundo o BO, as duas vítimas já haviam sido socorridas quando a autoridade policial avaliou a situação.
Também não foram localizadas cápsulas deflagradas no local. Os policiais observaram apenas sangue no solo.
Posteriormente, a mãe da vítima fatal compareceu ao plantão policial. O boletim informa que ela estava emocionalmente abalada, motivo pelo qual não foi colhido depoimento formal naquele momento.
A mãe relatou que o filho havia deixado a Fundação Casa há pouco tempo.
A Polícia Civil deve buscar imagens da câmera de monitoramento citada no BO, ouvir novas testemunhas e tentar identificar a motocicleta mencionada pela mulher ferida.
Como não houve cápsulas recolhidas no local e a perícia foi dispensada por falta de preservação da cena, os depoimentos e as imagens podem ser decisivos para esclarecer o crime.