25 de maio de 2026
OPINIÃO

Soft skills começam na infância e podem definir os profissionais

Por Marcelo S. Córdoba | CEO da Maple Bear São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Soft skills começam na infância e podem definir os profissionais

Durante muito tempo, acreditou-se que o sucesso profissional estava ligado principalmente ao conhecimento técnico. Ter boas notas, dominar conteúdos específicos e construir um currículo sólido eram considerados os principais diferenciais para alcançar boas oportunidades no mercado de trabalho. Hoje, porém, essa realidade mudou.

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Empresas do mundo inteiro passaram a valorizar profissionais capazes de se comunicar bem, trabalhar em equipe, resolver problemas, lidar com mudanças e desenvolver inteligência emocional. As chamadas soft skills deixaram de ser apenas um complemento e passaram a ocupar posição estratégica na formação de líderes e profissionais mais preparados para um cenário cada vez mais dinâmico.

O mais interessante é que essas habilidades não começam a ser desenvolvidas na faculdade ou no primeiro emprego. Elas nascem muito antes: na infância.

A forma como uma criança aprende a dividir, se comunicar, lidar com frustrações, tomar decisões e conviver em grupo influencia diretamente sua capacidade de adaptação e relacionamento no futuro. Por isso, o desenvolvimento socioemocional vem ganhando espaço dentro das escolas e se tornando parte essencial da formação educacional.

Essa transformação também acompanha uma mudança no próprio conceito de educação. Durante décadas, o ensino foi centrado principalmente na memorização e na reprodução de conteúdos. Hoje, especialistas defendem modelos mais participativos, em que a criança deixa de ser apenas receptora de informação e passa a construir conhecimento de forma ativa, colaborativa e criativa.

Na prática, isso significa oferecer experiências que incentivem autonomia, pensamento crítico e convivência social desde os primeiros anos. Projetos em grupo, atividades lúdicas, resolução de problemas e momentos de troca entre os alunos se tornam ferramentas importantes para desenvolver competências que serão levadas para toda a vida.

Na Maple Bear São José dos Campos, por exemplo, esse desenvolvimento faz parte da própria metodologia canadense aplicada pela escola. A proposta pedagógica busca estimular comunicação, autonomia, empatia e colaboração de maneira contínua e natural dentro da rotina escolar.

Mais do que preparar alunos para provas, a educação contemporânea passa a ter o desafio de formar indivíduos preparados para lidar com um mundo em constante transformação. Afinal, em um cenário onde profissões mudam rapidamente e novas carreiras surgem o tempo todo, habilidades humanas se tornam cada vez mais valiosas.

Mas a responsabilidade não está apenas nas escolas. O ambiente familiar também exerce papel decisivo nesse processo. Incentivar a autonomia, permitir que a criança participe de pequenas decisões do cotidiano, estimular conversas e ensinar a lidar com frustrações são atitudes simples que ajudam na construção da segurança emocional e da capacidade de relacionamento.

Talvez esse seja um dos maiores desafios da educação atual: formar crianças que não sejam apenas academicamente preparadas, mas emocionalmente inteligentes, colaborativas e capazes de enfrentar desafios com criatividade e equilíbrio.

No futuro, diplomas continuarão importantes. Mas serão as habilidades humanas desenvolvidas desde a infância que poderão fazer a diferença entre profissionais tecnicamente capacitados e profissionais verdadeiramente preparados para liderar, inovar e transformar o mundo ao seu redor.